Um ano de mandato com altos e baixos

Um ano depois de ter tomado posse como 23.º presidente da história do Vitória, sendo eleito com 50,6% dos votos, o não apuramento para a Liga Europa foi o principal contratempo do primeiro ano de gestão de Miguel Pinto Lisboa, embora a eliminação da Taça de Portugal, diante o modesto Sintra Football, também tenha sido difícil de digerir.

Assumindo a escolha da gestão anterior no treinador Ivo Vieira, os reajustes efetuados, já com a época em andamento, acabaram por ser determinantes para o primeiro objetivo da época, precisamente a chegada à fase de grupos da Liga Europa, cuja presença permitiu um encaixe financeiro significativo e permitiu valorizar vários ativos, como foram os casos de Tapsoba e Edwards. O central burquinês foi vendido por 18 milhões de euros, mais sete por objetivos, naquele que foi maior negócio de sempre da história do clube e que ainda poderá envolver mais verbas, dado que a SAD vitoriana é detentora de 15% das mais valias do atleta numa futura transferência.

Edwards, que chegou a custo zero, foi um dos destaques da Liga e a transferência para outras paragens, por valores elevados, também está por dias. Na reabertura do mercado de transferências, em janeiro, várias lacunas ficaram por preencher e, quem chegou de novo, não conseguiu afirmar-se nas escolhas iniciais de Ivo Vieira, que perdeu Tapsoba, Rafa Soares e Al Musrati.

A aposta na prospeção e na formação tem sido visível com a chegada de vários jovens ao clube. Apesar da grande reestruturação efetuada nos escalões mais baixos, foram dados alguns passos para o futuro. O jovem internacional norueguês Noah Holm, proveniente do poderoso Leipzig, ficou blindado com uma cláusula de rescisão de 50 milhões.

Internamente, uma dezena de jogadores formados na academia assinaram contratos profissionais. Herculano, apesar do assédio, optou pela continuidade e ficou blindado com a maior cláusula de rescisão de sempre: 60 milhões.

Na academia, as melhorias nas infraestruturas estão em andamento. Dois campos estão a ser dotados com sintéticos de última geração e um dos espaços será transformado num miniestádio, o que permitirá à equipa B utilizar o espaço para jogos oficiais.

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