Um ano de pandemia em Portugal

Por Eliseu Sampaio.

Fez esta terça-feira um ano desde que foi detetado o primeiro caso de Covid-19 em Portugal. A primeira infeção foi registada a 02 de março e a primeira morte pelo novo coronavírus foi confirmada alguns dias depois, a 16 deste mês.

Desde o início desta pandemia foram infetados, pelo menos, 805 mil portugueses e morreram, no nosso país, com complicações associadas à doença, 16.351 pessoas. Guimarães foi um dos concelhos mais afetados pelo surto, contando mais de 19 mil infetados e de 200 mortos.

Depois de três vagas, entramos também nesta terça-feira no 12.º estado de emergência, num 12.º período de privação das mais elementares liberdades, daquelas que considerávamos não vir a abdicar “por motivo algum”.

Esta crise sanitária veio trocar-nos os planos, confinar-nos em casa, levando-nos a preocupações com os aspetos mais básicos da nossa existência: a saúde, a relação com os outros, a nossa segurança e a dos nossos. Esta pandemia colocou bem a nu toda a nossa vulnerabilidade, como seres, como Humanos.

Numa altura em que o número de novos infetados desceu vertiginosamente, e em que passamos do pior país do mundo, no final de janeiro deste ano, quando atingimos mais de 300 mortes diárias, para os melhores comportados, ontem registando 38, temos que pensar na forma como vamos sair disto, o que aprender com este episódio intranquilo das nossas vidas. Com o processo de vacinação a decorrer é altura de pensarmos seriamente nisto.

É que, meus caros, temos a obrigação de passar o testemunho, como outros o fizeram. Se recuarmos à gripe pneumónica, a gripe espanhola de 1918-19, percebemos que foi um dos motores da transformação das sociedades daquela época.

E que sociedade queremos depois desta pandemia?

É hora de nos questionarmos, e é hora de olharmos para os vários sinais, bem evidentes, da revolução que está já em marcha. Mudarmos é natural, é desejável, mas convém que seja para melhor. Quanto a isso, tenho sérias dúvidas.

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