Uma década de Guimarães noc noc

É já no próximo fim-de-semana, 3 e 4 de outubro, que decorre a décima edição do Guimarães noc noc. Um festival criado, produzido e organizado pela Ó da Casa! Associação Cultural, organização que visa a promoção e divulgação da arte e dos artistas.

Em contagem decrescente para dois dias de arte

Com a primeira edição em 2011, o evento integra, numa mostra informal, várias disciplinas artísticas. É possível ver pintura, escultura, fotografia, vídeo, performance, instalação, música, escrita, entre outros.

A edição deste ano vai permitir aos visitantes algo que, até agora, era muito difícil. “Pela primeira vez, este ano, as pessoas conseguem ter a possibilidade de ver tudo”, porque vai tudo concentrar-se num espaço único.

A décima edição não vai ser no Centro Histórico, nem em casas. “Não vamos estar no centro da cidade, não vamos ter 70 espaços, vamos ter só um”, explicou Marta Carvalho ao Mais Guimarães. O parque de estacionamento de Camões será o palco principal de 2020, um local que se “presta a este tipo de eventos, pela própria estrutura arquitetónica, um espaço fechado, mas quase ao ar livre”.

Uma vez que vivemos num ano atípico, a surpresa deste ano é a presença de artistas remotamente. Foi dada a possibilidade de todos se inscreverem, tal como em anos anteriores, mesmo que não haja possibilidade de se deslocarem a Guimarães. “Quisemos dar a oportunidade aos artistas que gostariam de vir, mas não podem, por causa da pandemia, de participarem na mesma.”

Inscrições para artistas fecharam a 15 de agosto

O Guimarães noc noc tem habituado os seus visitantes a uma sinalética única e diferente todos os anos, de forma a assinalar as casas onde devemos entrar, algo que este ano não acontece. “Este ano, para comemoração do décimo aniversário, temos um mural a ser preparado”, que será inaugurado na abertura desta edição e está a ser feito por Carlos Quitério.

Este evento não é um concurso, não existe um júri, nem há uma seleção de trabalhos. A participação é gratuita e aberta a artistas nacionais e estrangeiros. Em 2020, são aproximadamente 30 voluntários e um único espaço, cerca de 60 inscrições em artes plásticas, 30 em artes performativas e cerca 20 remotamente.

Vários são os artistas que se repetem e, em 2020, destacamos o grupo da Guiné que abriu a nona edição. “Tivemos cá um grupo de guineenses no ano passado, que levaram o projeto Guimarães noc noc a reuniões e o governo cobriu todas as despesas de deslocação para que o grupo viesse cá outra vez este ano, e vêm”.

“Não queremos que as pessoas deixem de visitar”

Em março, houve um compasso de espera e organizar, neste período, o Guimarães noc noc, deve-se à “responsabilidade com a comunidade e com os artistas”. Com o lema “não sabemos como vai ser, mas vai acontecer”, a organização pede para que as pessoas não deixem de visitar. “Queríamos manter este compromisso com os artistas e com a comunidade, e deu-nos imenso gozo organizar este ano, precisamente por ser diferente.” A organização relembra que, “até ao último minuto, pode ser cancelado, porque há situações que não conseguimos controlar”. As entradas e saídas para o espaço são independentes e é necessária uma inscrição antecipada, quer para os concertos, quer para a visita às exposições, de forma a controlar a quantidade de pessoas presentes no espaço. O uso de máscara será obrigatório e haverá álcool gel em todo o parque de Camões. “Temos um artista alemão, que já nos fez uma sinalética, este ano fez-nos uns dispensadores, montados por nós”, desvendou Marta Carvalho.

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