Vacina da AstraZeneca será avaliada quinta-feira

Na próxima quinta-feira, 18 de março, a Agência Europeia dos Medicamentos (EMA) vai divulgar o parecer dos peritos que estão a analisar os casos de formação de coágulos após a vacinação.

“Continuamos convencidos, com base nas provas que temos, de que os benefícios da vacina da AstraZeneca contra a covid-19 ultrapassam os riscos”, revela a diretora da Agência Europeia de Medicamentos (EMA), Emer Cooke. “Uma situação como esta não é inesperada. Não é raro que possam verificar-se efeitos adversos”, disse.

Pelo menos até quinta-feira, quando estará concluída a análise científica sobre os casos de formação de coágulos sanguíneos em pessoas imunizadas, que levaram a uma vaga de suspensão desta vacina por toda a União Europeia.

O comité de farmacovigilância da EMA, composto por peritos dos vários Estados-membros da União Europeia, estão a ser convocados, assim como, “especialistas em episódios tromboembólicos e representantes dos países”.

Caso de Portugal

António Costa frisou, esta terça-feira, à semelhança das autoridades de saúde, que a vacina contra a covid-19 da AstraZeneca foi suspensa em Portugal por “uma mera precaução”. O primeiro-ministro recordou que ele próprio foi vacinado com o fármaco da anglo-sueca e disse aguardar “com ansiedade” a toma da segunda dose.

“É preciso que as pessoas compreendam o que está a ocorrer: estas suspensões são meramente provisórias. A Organização Mundial de Saúde está a fazer uma reapreciação dos dados, a Agência Europeia do Medicamento vai pronunciar-se até ao final da semana e é por uma mera precaução que esta decisão foi tomada”, disse Costa.

A Ordem dos Médicos (OM) defendeu também esta terça-feira que deve passar-se à população uma mensagem de “segurança e tranquilidade” relativamente às vacinas, salientando que têm uma segurança superior, na maior parte dos casos, aos medicamentos utilizados diariamente.

Miguel Guimarães, bastonário da Ordem dos Médicos, salientou que os ensaios das vacinas contra a covid-19 “envolveram milhares e milhares de pessoas, têm o escrutínio de todo do mundo” quanto à sua eficácia e segurança e que estes relatos comprovam que “o sistema de farmacovigilância está a funcionar por excesso e não por defeito”.

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