VIMÁGUA APONTA QUE BLOCO DE ESQUERDA CONFUNDIU ÁGUA FATURADA COM ÁGUA DESPERDIÇADA

 

Na passada sexta-feira, dia 11 de janeiro, o Bloco de Esquerda de Guimarães enviou um comunicado às redações, em que apontava que a Vimágua não investia na rede de abastecimento de água, face aos resultados divulgados pela Entidade Reguladora dos Serviços de Águas e Resíduos, no Relatório Anual dos Serviços de Águas e Resíduos em Portugal (RASARP 2017). “Refere que 38,6% da água captada pela Vimágua não é faturada, ou seja, é desperdiçada na rede”, referiram os bloquistas.

Esta segunda-feira, dia 14, a Vimágua respondeu, também via comunicado. A entidade referiu que o partido confundiu os conceitos de água faturada com água desperdiçada, e que a crítica à falta de investimento na rede de abastecimento de água não tem fundamento. “Relativamente à alegada ‘falta de investimento na rede de abastecimento de água’, esta afirmação não tem qualquer fundamento e não corresponde, por isso, à realidade. Assim, e reportando-nos apenas aos últimos sete anos, foram investidos cerca de dois milhões de euros em substituição de redes de abastecimento de água, em resultado de 22 procedimentos de empreitadas de obras públicas, que decorreram e decorrem em diversas freguesias”, pode ler-se.

Em relação à “confusão” dos conceitos, a Vimágua escreve: “O indicador água não faturada tem como objetivo determinar o nível de perdas económicas e físicas correspondentes à água que, apesar de ser captada, tratada, transportada, armazenada e distribuída, não chega a ser faturada aos utilizadores, o que não quer, necessariamente, significar que seja água desperdiçada. Desde logo, alguns consumos autorizados concorrem para este indicador, como seja a água utilizada no combate a incêndios, uma vez que não é faturada. O mesmo se dirá da água utilizada no processo de tratamento, nos diversos locais de amostragem para monitorização da qualidade da água, para limpeza e desobstrução de coletores de saneamento, limpeza periódica de condutas e reservatórios e ainda para o consumo próprio nas várias instalações da Vimágua. Para além dos consumos autorizados, também não se enquadram no conceito de perdas reais os volumes consumidos e não medidos devido a imprecisão de registo de consumo pelos contadores e os volumes consumidos de forma ilícita ou por furto, que se classificam como perdas aparentes. Assim, restam as perdas reais que resultam de perdas físicas no sistema, ocorridas em roturas de condutas e ramais e ainda a extravasamentos em reservatórios. Neste indicador, a Vimágua obteve o resultado de 86 l/(ramal.dia) a que corresponde um desempenho classificado como ‘Bom’, segundo os critérios estabelecidos pela ERSAR”, lê-se.

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