VIMÁGUA GARANTE QUE NUNCA AGIRIA CONTRA OS SEUS PRINCÍPIOS

O caso dos cerca de 500 peixes que apareceram mortos na ribeira da Agrela, freguesia de Barco, esta quinta-feira, ainda não está esclarecido. No entanto, surgiu a suspeita de que a sua origem possa ter estado numa descarga de esgotos proveniente de uma tampa de saneamento.

Na edição de hoje do Jornal de Notícias, surgiu o nome da empresa municipal Vimágua como “suspeita”, uma vez que é a gestora da rede de saneamento no local em causa. Através de um comunicado, a Vimágua garantiu que “nunca agiria de forma contrária àqueles que são os seus princípios”.

“Atentas as amostras recolhidas de água e de peixes pelo SEPNA e encaminhadas para a Agência Portuguesa de Ambiente, não há, ainda, como imputar responsabilidades quanto às causas da degradação da qualidade da água na Ribeira da Agrela, as quais terão provocado a morte de peixes. A Vimágua é a empresa intermunicipal responsável pela gestão do saneamento em baixa nos concelhos de Guimarães e Vizela. Deste modo, tem como princípios estruturantes na sua atividade a proteção dos valores ambientais, designadamente, das linhas de água, das águas subterrâneas e dos solos. Nunca a Vimágua agiria de forma contrária àqueles que são os seus princípios”, pode ler-se no comunicado.

Ainda de acordo com a nota enviada à imprensa, Armindo Costa e Silva, presidente do Conselho de Administração, explicou que “as causas da morte de peixes na ribeira da Agrela não foram, ainda, apuradas pela Agência Portuguesa do Ambiente. Com efeito, só os resultados das análises laboratoriais à água da ribeira e aos peixes poderão ajudar a esclarecer o ocorrido”.

A Vimágua esclareceu também que no momento em que tomou conhecimento do sucedido entrou de imediato em contacto com a Agência Portuguesa do Ambiente, tendo-se mostrado disponível para colaborar na identificação do problema. “Na sequência da tomada de conhecimento da ocorrência, os serviços técnicos da Vimágua, seguindo o que está procedimentado, contactaram de imediato a Agência Portuguesa do Ambiente , assim como a empresa Águas do Norte S.A., sendo que esta última informou que já haviam procedido, por intermédio dos seus meios técnicos, à desobstrução, no local onde se registou o derrame. Ainda assim, fez a Vimágua deslocar para o local uma equipa, que não verificou a existência de derrame em quaisquer caixas de visita”, é possível ler.

A empresa admitiu a possibilidade de ocorrência de incidentes com a rede de saneamento, embora acrescente que muitas vezes esses incidentes têm origem em ações menos responsáveis por parte da população: “Importa, ainda referir, que as principais causas de derrame de esgoto nas caixas de visita das redes de drenagem de águas residuais ou dos emissários resultam, essencialmente, da afluência indevida de águas pluviais, de infiltrações ou da introdução de materiais que deveriam ser depositados no contentor do lixo, como por exemplo: fraldas, pensos higiénicos, toalhetes, têxteis, e mesmo cadáveres de animais, os quais são lançados nas sanitas ou diretamente nas caixas de visita”.

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