ADRIANO PAÇO

Nome completo

Adriano Filipe Moreira Carvalhido do Paço

Nascimento

28 de janeiro de 1976

Viana do Castelo

Profissão

Treinador de voleibol

Adriano Paço acumula hoje o cargo de treinador do Vitória com o cargo de técnico financeiro e o de professor de voleibol. Mas antes do Adriano Paço de hoje em dia, convém lembrar o menino de Viana do Castelo que viu o pai mostrar o caminho do voleibol, também ele treinador.

Tentou futebol e natação, mas “não o puxou muito”, por isso com oito anos começou a dar os primeiros passos no voleibol. “Vivia num pavilhão desde de que me lembro. Saia da escola e ia para o pavilhão, mesmo que não houvesse treino”, recorda o vianense.

Rapidamente mostrou talento para voos mais altos e foi sem surpresa, mas com muito sacrifício, que chegou às camadas jovens da seleção nacional e, mais tarde, à equipa principal. Adriano Paço refere as dificuldades que passou e ultrapassou com a ajuda do pai para servir a camisola das “quinas”. “Para ir treinar à seleção teria que sair cedo da escola e deslocar-se ao Porto, quando não havia autoestrada, o que durava cerca de 1h30 de viagem, ou seja três horas por dia. Antes de mim poucos jogadores de Viana tinha sido chamados à seleção”.

Castêlo da Maia, Fonte do Bastardo, Vilacondense, Leixões e Vitória foram algumas das equipas que Adriano Paço representou. Confessa que todos eles lhe “dizem algo”, mas destaca a primeira passagem pelos seniores ao serviço da equipa primodivisionário maiense, onde venceu duas supertaças, com apenas 17 anos, e os sete anos no Leixões.

Com o emblema do rei, Adriano Paço lamenta não ter conquistado a Taça de Portugal, em 2013

Mas foi Guimarães, onde vive há 17 anos, que mais o marcou. Foi na cidade-berço que Adriano Paço conheceu a esposa, uma adepta do Vitória. O treinador vitoriano explica que foi “numa espécie de perseguição, sem o ser, que conheceu a mulher. “Seguíamos um ao outro. Foi engraçado”.

Com o emblema do rei, Adriano Paço lamenta não ter conquistado a Taça de Portugal, em 2013. “Estávamos a passar um bom momento. Acho que estavam três mil adeptos em S. Tirso a ver o jogo com o Castelo da Maia”, recorda.

Já mais recentemente e após a saída de Allan Cocatto, o vianense acumulou as funções de treinador, alcançando o sexto lugar no campeonato. Uma passagem que foi “quase” como obrigação”. “Tens de ser tu!”, conta. O treinador assume que os jogares aceitaram “bem” o novo papel de Adriano, pois a equipa precisava de “outras ideias”.

“Ando sempre à procura de novos atletas e formas para vencer”

Adriano Paço não esconde a ambição de lutar por objetivos mais fortes, mas reconhece que é difícil com as restrições dos orçamentos. “É difícil convencer os jogadores. Ando sempre à procura de novos atletas e formas para vencer. Pode ser que as eleições nos ajudem. Quem ficar no comando nos ajude, mesmo que seja a mesma direção. Não temos tido muitos apoios. É uma modalidade praticamente independente”, explica.

O vianense admite que tem abdicado muito do tempo que podia passar com o filho de dois anos e com a família. “Às vezes custa-me imenso. É difícil estar longe do filho e quando os resultados não aparecem fica mais difícil”. Nada que impeça o jovem de acompanhar o pai durante os jogos e de retirar a vontade de Adriano Paço ter mais filhos.

A mudança para a cidade-berço não foi difícil, pois encontra “muitas semelhanças” com a terra natal. “Ambas têm um centro históricos bonitos. Em termos culturais Guimarães até acaba por ser mais rico, mas em Viana também tem o rio e a praia”.

Por: Diogo Oliveira

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