Nuno Pliteiro

Nome completo:
Nuno André Arantes da Costa Pliteiro

Data de nascimento:
6 de novembro de 1981

Naturalidade:
Guimarães

Profissão:
Presidente do Chega Guimarães

Nascido e criado em Guimarães. Cresceu na rua da Caldeiroa, muito próximo da avó. A cidade e o Vitória foram paixões que herdou da família. “O Vitória foi sempre a minha política, desde pequeno”, diz com um sorriso nos lábios.

Apesar da paixão pelo Vitória, foi com a camisola do Xico que jogou andebol, desde os bambis até aos juvenis. Um problema de crescimento, que ainda hoje lhe causa alguns dissabores, afastou-o do desporto de competição. Mas, ainda fala do Xico, onde o pai também jogou, com um brilho nos olhos.

A escola primária fê-la no Salgueiral, no quinto e sexto ano andou em Creixomil e no sétimo ano ingressou na Secundária Francisco de Holanda. “Naquela altura não gostava muito da escola, acabei por estudar só até ao nono ano. Estudava e já começava a trabalhar com o meu pai”, lembra.

O pai tinha um negócio de restauração, em Tabuadelo. Foi ali que começou o interesse pela atividade que iria abraçar como profissão, a restauração, hotelaria, a cozinha em particular. Mais tarde, com outra maturidade, acabou por concluir o ensino secundário, a estudar de noite.

Fez formação na área da hotelaria e, com a experiência que acumulava dos anos em que já trabalhava com o pai, as propostas começaram a surgir. Correu mundo, Palma de Maiorca, Suíça, Suécia, França. Acabou por ser na última etapa de emigração, em Paris, que se aproximou da política e particularmente das ideias da direita. Rejeita o rótulo de extremista. “Cada um tem o direito de viver como quiser logo que não cause mal aos outros. Não sou racista, nem xenófobo, nem homofóbico”, afirma.

A ida para França seguiu-se a um desaire num pequeno negócio de snack-bar no centro da cidade de Guimarães. Paris deu-lhe uma imagem de uma sociedade caótica, com as comunidades de emigrantes “completamente descontroladas”. Fala de bairros “onde até a polícia francesa tem medo de entrar” e de zonas onde uma mulher europeia não pode andar de minissaia sem ser atacada. “Sei que em Portugal não estamos assim, mas não queremos uma política de fronteiras abertas. Queremos emigrantes, eles fazem parte da nossa sociedade e dão um forte contributo, já hoje. Mas, queremos condições para os que cá estão não tenham de sair e para que os que vêm não vivam em condições miseráveis e não sejam explorados”.

Vê a desindustrialização com tristeza. “O nosso concelho não pode viver só de turismo, temos de produzir, de atrair indústrias”.

Como emigrante em França, afirma que nunca se sentiu maltratado. Diz que Marine Le Pen é “contra quem vai para lá para não fazer nada e causar destruição”. Dá um exemplo que viu na rua onde morava, “quando a Algéria venceu a CAF, festejaram destruindo o espaço público, queimando carros”.

No restaurante, onde era chefe de cozinha, em Paris, teve oportunidade de conhecer Passos Coelho, que admirou muito. “Foi um homem que tomou decisões muito difíceis num momento muito duro”.

Voltou a Portugal politizado e decidido a fazer alguma coisa. Em Guimarães, é o rosto do Chega e afirma que está a trabalhar numa solução para as autárquicas. “Quem trabalha e recebe o salário mínimo, tem de pagar casa, tem de ter um carro (porque não há transportes), tem um filho na escola, tem de ter um computador e internet, não consegue viver. Estas pessoas têm de ter ajuda, não podemos ajudar só quem não faz nada”, protesta.

Acredita que muitos portugueses se reveem no que André Ventura diz, “podem é não se identificar com a forma”. Reconhece que isso será um problema para fazer listas nas freguesias, mas diz-se empenhado.

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