AGUIAR BRANCO

Nome completo: José Pedro Correia de Aguiar-Branco
Nascimento: 18 de julho de 1957 Porto, Portugal
Profissão: Advogado e Deputado

Há duas semanas anunciou a sua candidatura à Assembleia Municipal (AM) de Guimarães, desafiando os barões sociais-democratas a irem a votos. A corrida para as autárquicas já começou, José Pedro Aguiar-Branco arrepiou caminho e esteve no último sábado, 16, em contacto com as populações e instituições da União de Freguesias (UF) de São Paio, São Sebastião e Oliveira do Castelo. O Centro Histórico é o segundo local preferido em Guimarães do advogado, ex-ministro da Justiça (2004-2005) e da Defesa (2011-2015) e agora deputado da Assembleia da República, eleito pelo círculo do Porto. O primeiro é o lugar da sua meninice e onde agora se delonga em leituras aos fins de semana, em Oleiros (agora integrado na UF de Leitões, Oleiros e Figueiredo).

“A minha família tem uma quinta em Oleiros [o pai de Aguiar-Branco frequentou o Liceu de Guimarães] e desde que me conheço que passo aqui férias, fins de semana, tenho uma vivência do quotidiano. Agora eu próprio tenho uma casa na freguesia. Foi em Guimarães onde aconteceram todos os momentos importantes da minha vida como o meu casamento, o baptizado dos meus filhos. A minha filha casou na igreja de São Francisco. Frequento a missa das 12h30 de domingo nessa igreja… Há um laço de afetividade e emocional que me coloca, apesar de ter nascido no Porto, em Guimarães”, descreve. E foi “com gosto e alguma emoção” que aceitou o convite para encabeçar a lista da Coligação Juntos por Guimarães à AM.

É na leitura que está o seu principal hobby, “a quilómetros de tudo o resto” do que gosta de fazer nos tempos livres que vai conseguindo graças a uma maneira de ser “disciplinada”. Atira com a máxima de um amigo – “Quando tiveres uma coisa muito importante para dar a fazer, dá a quem não tem tempo porque essa pessoa vai fazer de certeza”. Por isso, acredita que “organizados conseguimos sempre fazer de tudo”. É assim desde os idos tempos de universitário quando não havia “Direito no Porto nem as católicas”. Foi para a eterna Coimbra.

Quando se deu o 25 de abril estava a terminar o liceu e a entrar na faculdade, mas, com as convulsões daquele tempo, os estudos interromperam-se. De 1976 a 1980 viveu o período crítico revolucionário na faculdade. “Foi uma experiência única e uma sorte na história ser participativo e poder ser um protagonista no momento. Envolvi-me completamente, nesses momentos revolucionários acreditamos muito que a nossa ação vai mudar alguma coisa”, conta-me, recordando a “irrepetibilidade dessa sensação”.

Filia-se no PSD durante o primeiro comício de Francisco Sá Carneiro no Porto. Declara-se um “absoluto seguidor” do mítico líder social-democrata. Hoje os rótulos [da esquerda e de direita] estão esbatidos. Para Aguiar-Branco, “o PSD situava-se num ponto intermédio entre um coletivismo socialista-marxista e o que era uma visão mais liberal”. O candidato à AM de Guimarães encontrou no partido o meio-termo, “conjugando o melhor dos dois mundos”. Para si é claro, “o PSD é centro-esquerda”. Na altura?- pergunto-lhe. “Ainda hoje”- garante.

Por: Catarina Castro Abreu

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