ARTUR JORGE FERNANDES

Nome completo Artur Jorge Oliveira Silva Fernandes

Nascimento 17 de maio de 1968 Guimarães, Portugal

Profissão Coordenador do Departamento de Angariação de Fundos da Liga Portuguesa Contra o Cancro (LPCC

Apanhámo-lo numa semana em que anda a mil, a trabalhar às 12 e 14 horas por dia. É já este fim-de-semana que se realiza o Peditório Nacional para a Liga Portuguesa Contra o Cancro (realiza-se entre os dias 30 de outubro e 02 de novembro, em todo o país) e o vimaranense Artur Jorge Fernandes é o responsável por perpetuar, em toda a zona norte de Portugal, uma imagem que há muito marca o Dia de Todos os Santos: o autocolante amarelo nas lapelas dos casacos que assinalam que o contributo para a causa do combate ao cancro já foi dado.

Foi com a voz entusiasmada de quem acredita naquilo que faz que o coordenador do Departamento de Angariação de Fundos da Liga Portuguesa Contra o Cancro respondeu às perguntas feitas por telefone. Não dava tempo para mais. Está em contra-relógio. Há muito para resolver na organização de milhares de voluntários que unem forças durante quatro dias na recolha de fundos. Só no Porto, onde trabalha, são 250 voluntários.

Bem queremos que fale um pouco de si e da sua vida, mas neste momento o que o move é a adrenalina do evento. Afinal trata-se da principal fonte de financiamento de uma instituição que trava a luta contra o cancro em várias frentes: “temos o apoio social aos doentes oncológicos e familiares, investimos na investigação – todos os anos a LPCC financia bolsas de investigação -, e desenvolvemos acções sobretudo no rastreio do cancro da mama”: estes são, segundo Artur Jorge Fernandes, os principais eixos de acção da Liga Portuguesa Contra o Cancro.

Os valores de que fala são altos. No ano passado, a zona norte conseguiu perto de 850 mil euros no Peditório Nacional. “Não consigo precisar os números, mas sei que as zonas centro e sul do país juntas não alcançam os mesmos valores do que é angariado no norte do país”. Trata-se de um dado que demonstra bem a importância da zona para o financiamento dos projectos da Liga Portuguesa Contra o Cancro.

As unidades de rastreio de cancro da mama são dispendiosas: cada uma custa 300 mil euros e a LPCC tem neste momento 10 unidades que fazem mamografias às mulheres de todo o país. Só no ano passado tiveram que adquirir mais três unidades. “É fazer as contas: o dinheiro angariado no norte do país não chegou para essas aquisições”, explica Artur Jorge Fernandes, esclarecendo que “a Liga Portuguesa Contra o Cancro suporta todos os custos, das unidades aos técnicos que nela trabalham. O Estado só contribui para o valor das mamografias”.

Artur Jorge Fernandes nasceu em São Torcato, tem 47 anos e até há bem pouco tempo exercia advocacia. Fê-lo durante 14 anos. Vive em Guimarães e todos os dias vai para o Porto para trabalhar na coordenação da angariação de fundos para a Liga, principal fonte de financiamento dos projectos. Está dedicado à LPCC há mais de dois anos, depois de ter passado outros tantos a dar formação jurídica aos funcionários da instituição. De entre as várias iniciativas que organiza, destaca-se o Peditório Nacional que faz mover mais de um milhão de euros a nível nacional.

Por: Catarina Castro Abreu

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