ELISABETE SALDANHA

Nome completo: Elisabete de Oliveira Saldanha
Nascimento: 10 de Dezembro de 1977 Guimarães, Portugal
Profissão: Arquiteta

Elisabete Saldanha é o nome que por estes dias se destaca em vários meios de comunicação social da especialidade – e não só – por ter ganho um Prémio Archdaily 2016, na área de reabilitação. A impressionante ‘House in Guimarães’, como é conhecida naquela que é a maior plataforma on-line sobre arquitetura, é um edifício do séc XVIII que estava em avançado estado de degradação e que se transformou no lar de uma família com três filhos pequenos.

A arquiteta teve carta branca “concetual e não no aspeto financeiro” para desenvolver este projeto. “Há um budget e é preciso enquadrar a obra no orçamento que existe. A casa foi sempre discutida ao pormenor e sempre decidida conforme esta família partilha a casa e faz as suas rotinas”, dá conta Elisabete Saldanha.

Para além do seu ateliê, o es1arq, desenvolve projetos para uma multinacional portuguesa. Elisabete gosta da área da reabilitação, no âmbito da qual, para além da ‘House in Guimarães’, trabalhou em solares e ainda na transformação de uma moradia numa creche e jardim de infância no centro do Porto. Está ainda a desenvolver um projeto na rua Miguel Bombarda, no Porto, e no Gerês, nomeadamente em residências e turismo. Está num projeto de raiz na área da Saúde, no distrito da Guarda.

Trabalha há cerca de 15 anos, apesar do setor estar em crise. Independentemente do que lhe vai aparecendo, Elisabete faz sempre o que mais gosta: conceber projetos. É por isso que se envolveu na Habitat: “Se não tiver clientes, nunca estou parada e faço projectos para a Habitat, uma associação de solidariedade na qual sou voluntária há 12 anos. O objetivo é ajudar famílias que vivem abaixo do nível do limiar da pobreza, que não têm sequer uma casa de banho. Reformamos as suas casas para que possam viver condignamente”.

Elisabete, que pensou “em tudo, do primeiro traço às peças de mobiliário, da ‘House in Guimarães’”, é mãe de três crianças pequenas e luta por vencer “numa área dominada por grandes lobbies, em que a concorrência masculina, por ter a vida mais facilitada, domina”. “Não têm que andar nove meses grávidos. Durante a construção da ‘House in Guimarães’ estava grávida e tive alturas que era complicado para subir andaimes”, dá conta.

Ficou eufórica quando ficou nos primeiros cinco selecionados para o prémio Archdaily. O choque chegou quando venceu. “Não estava a contar ganhar porque estava a concorrer com uma biblioteca e um teatro, que tinham outra escala. Não era uma competição casa com casa”.

Quando enviou o seu trabalho para o Archdaily teve como objetivo divulgar o que consegue fazer e angariar trabalho. A plataforma recebe milhares e milhares de obras e seleciona as que entram no site. A isso seguiu-se a nomeação, depois a entrada nos cinco mais votados e, na semana passada, a vitória. E agora? “Não sou pessimista mas o facto é que a obra já saiu em imensos países em publicações de prestígio, ainda não há uma encomenda de trabalho”. Por outro lado, congratula-se, “há universidades que querem estudar o meu projeto, que já me pediram os desenhos, o que para mim é fantástico. É uma honra”.

Por: Catarina Castro Abreu

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