FERNANDO RIBEIRO

Nome completo: A. Fernando Ribeiro
Nascimento: 1966 Guimarães, Portugal
Profissão: Professor Universitário

É com paixão que fala dos robôs. Foi essa mesma paixão que transmitiu aos quatro filhos. Dois deles já estudam nessa área, na universidade. A filha, que ainda está no secundário, pensa seguir o mesmo caminho. O mais novo, Francisco, foi um dos participantes na Roboparty, que há duas semanas reuniu cerca de 160 participantes. O evento, a completar 10 anos, é o “quinto filho” de Fernando Ribeiro e conquista jovens para esta área em todas as edições.

Nascido em Guimarães em 1966, licenciou-se em Informática em 1988 na Universidade Portucalense, onde ficou a lecionar durante três anos. Em 1991 foi para Inglaterra onde tirou o Mestrado em Robótica Industrial na Universidade de Cranfield, sendo a sua tese relacionada com visão por computador. Também em Cranfield tirou o seu Doutoramento na área da Robótica Industrial e Sistemas Avançados de Manufactura, tendo desenvolvido duas células robóticas para a Rolls Royce Aerospace Group, para fazer prototipagem rápida usando soldadura. Desenvolvia a sua paixão pela área.

Voltou para Portugal em 1995, onde se tornou docente da Universidade do Minho no Departamento de Eletrónica Industrial em Guimarães. Professor Associado desde 2003, foi diretor-adjunto do Centro de Investigação Algoritmi entre janeiro de 2006 e novembro de 2010. Fez a sua agregação em setembro de 2012. Desde janeiro de 2013 é diretor do Departamento de Electrónica Industrial. Leciona várias disciplinas relacionadas com robótica, automação e programação. Criou o Laboratório de Robótica na Universidade do Minho e é responsável por vários projetos de Robótica Móvel e Autónoma, destacando-se o desenvolvimento de uma equipa de futebol robótico que participa no RoboCup (prova de futebol para robôs) desde 1999, um robô autónomo para apanhar bolas de golfe em driving ranges e uma cadeira de rodas omnidirecional. Organiza ainda, desde 2007, a RoboParty, que recebe centenas de jovens que aprendem a construir um robô móvel. Faz ainda serviço de voluntariado diverso, nomeadamente a adaptação de brinquedos eletrónicos para crianças com paralisia cerebral. O seu mais recente desafio é o projeto Refood (que quer eliminar o desperdício alimentar).

Fundou uma empresa integradora de sistemas robóticos industriais, spin-off da Universidade do Minho, chamada SAR – Soluções de Automação e Robótica, Lda. Preocupa-se ainda com a dinamização e divulgação da robótica principalmente junto dos mais novos através de visitas a escolas, fomentação de clubes de robótica, organização de eventos (três edições do Festival Nacional de Robótica), RoboParty (já na sua 10.ª edição em Portugal e 2.ª no estrangeiro), entre outras iniciativas. Pertenceu a vários comités do RoboCup (técnico, executive) e agora é Trustee do RoboCup. As suas principais áreas de investigação centram-se em robótica móvel e autónoma, simulação de robôs, processamento de imagem, programação e otimização de código e protipagem rápida.

Irreverente e um crente firme na evolução da robótica, o professor vaticina que, a cada ano, dá-se mais um passo na direção do objetivo final do RoboCup, que é o de construir uma equipa de robôs capaz de derrotar os Campeões Mundiais de Futebol em 2050. Uma meta que, para Fernando Ribeiro, “é possível que venha a ser alcançada, tal como no xadrez”. “Também um computador já derrotou o campeão mundial Kasparov”, argumenta.

Por: Catarina Castro Abreu

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