JOAQUIM SAMPAIO

Nome completo

Joaquim Albero Campos Sampaio

Nascimento

17 de Fevereiro de 1970

Guimarães

Profissão

Ex-ciclista

O nome pode ser estranho para os mais novos, mas certamente que é familiar para os mais crescidos e amantes do ciclismo português. Joaquim Sampaio percorreu a sua vida de bicicleta e irá ser sempre a figura do ciclismo minhoto.

“Se corresse de bicicleta não tinha que trabalhar no campo”

Natural de Gondar, freguesia de Guimarães, Joaquim Sampaio desde cedo teve paixão pelo desporto. Teve uma infância “um pouco dura” porque tinha de conciliar a escola com o trabalho do campo, para poder ajudar os pais. Ainda assim, Joaquim Sampaio seguiu as pisadas dos irmãos, visto que “se corresse de bicicleta não tinha que trabalhar tanto no campo”. Aos 14 anos começou a treinar, depois de ter comprado a sua primeira bicicleta que “era fraquinha”. Já com 18 anos, entrou nos sub-23, escalão abaixo do profissional. Começou na equipa Centro Ciclista de Barcelos, em que para treinar, tinha que pedalar até Famalicão e só depois apanhava o comboio. À vinda o processo repetia-se. Levava uma vida “complicada” e nem sempre acreditava no seu valor, pois achava “que não tinha muito jeito para aquilo”. No entanto, Joaquim Sampaio reconhece que a sua carreira decorreu numa boa altura do ciclismo.

Ao longo da carreira de ciclista, Joaquim Sampaio representou as equipas Friminho, Garcia Joalheiro, Tensai-Mundial Confiança, Sicasal-Acral, Jumbo-Maia, Maia-Jumbo-Cin, Maia-Cin, Porta da Ravessa-Milaneza, Porta da Ravessa, Carvalhelhos-Boavista, Riberalves-Boavista e Madeinox-Boavista. Ainda nos sub-23, altura em que integrava a equipa Tensai, foi campeão nacional em Viana do Castelo. Como o próprio diz, “ser campão nacional neste escalão é uma coisa fantástica e diferente”. O veterano do pelotão português conquistou vários resultados de relevo, destacando-se a vitória no Grande Prémio Abimota (2001 e 2009), Prémio Gondomar Coração de Ouro (2004), Clássica do Sotavento Algarvio (2009) e em etapas de praticamente todas as provas do calendário nacional. Joaquim Sampaio também pedalou por vários cantos do mundo, tendo sido a Volta à Espanha “a que mais custou”.

“Quando gostas do que fazes não há sacrifícios”

Sobre a vida de um ciclista profissional, Joaquim Sampaio defende que “quando gostas do que fazes não há sacrifícios, mas quando estás contrariado nunca fazes as coisas com vontade ou com paixão. Há tempo para tudo, desde que tenhas uma vida regrada”. O ex-ciclista recorda que abdicou de muitas saídas à noite com os amigos, “porque tinha de treinar na manhã seguinte, mas não me sentia contrariado porque era aquilo que queria”. Sempre muito disciplinado e regrado, Joaquim Sampaio conseguiu pedalar até aos 40 anos de idade: “sentia-me bem e sentia que ainda dava rendimento à equipa”. Os últimos nove anos foram passados no Boavista e na última temporada, decidiu que estava na altura de avançar, independentemente dos resultados que poderia obter nas provas. Em 2010, Joaquim Sampaio foi 6.º classificado no Campeonato Nacional – Contrarrelógio individual e despediu-se da carreira de ciclista profissional, com uma vitória no 13.º Circuito de Alenquer/Troféu Alexandre Ruas. Joaquim Sampaio recorda que nesta fase final “as pessoas em vez de me darem os parabéns perguntavam se eu ia deixar o ciclismo, porque na altura não era muito normal. Mas eu deixei quando quis”.

Joaquim Sampaio hoje trabalha como massagista e continua ainda muito ligado ao mundo do ciclismo, que é a sua verdadeira paixão. Em 2016, ex-ciclista recebeu o Prémio Carreira na Gala do Desporto de Guimarães e continua a ser um orgulho do ciclismo vimaranense e nacional.

Por: Luísa Nogueira

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