JOSÉ CASTELAR

Nome completo

José Maria Castelar

Nascimento

16 de fevereiro de 1941

Guimarães

Profissão

Reformado (Trabalha no âmbito social)

Nasceu em Campelos, um lugar na vila de S. João de Ponte, numa altura em que a vida não era nada fácil, pois não havia luxos e até as grandes casas eram algo raro na região. “Tive o privilégio de ser neto de uma figura importante que fazia parte da Companhia de Fiação e Tecidos de Guimarães, mas o meu pai era um homem do povo. Foi emigrado em França e quando regressou foi para trabalhar, na mesma Companhia”. A mãe, tinha a habitual função da mulher na altura, cuidar e gerir a casa e acompanhar o crescimento dos filhos. “Hoje não é assim, os pais podem desempenhar uma função profissional sem grande problema porque há instituições que podem tomar conta dos filhos”.

Tem cinco irmãos: duas raparigas e três rapazes. “A tarefa da minha mãe não foi fácil. Na altura o dinheiro todo contabilizado, não havia desperdícios”, afirma. Estudou na Escola Primária de Campelos mas depois fez o exame de admissão e entrou na Escola Comercial. Estudou dois anos de dia, mas depois, aos 13 anos de idade passou a estudar durante a noite, porque queria trabalhar. Quando foi estudar para a Escola Comercial, foi viver para Guimarães, na casa de uma tia. Os pais acabaram por ir viver para Santo Tirso, depois do pai ter conseguido um cargo numa empresa.

Aos 16 anos já era funcionário administrativo na XAVI, mas desde logo com forte espírito social. “Fui tomando o gosto deste cedo”. “Criei uma equipa de futebol nessa empresa, com pouco dinheiro. Quando o patrão-mor chegou de uma viagem mostrei-lhe uma taça de segundo lugar num torneio. Ele acabou por perdoar a dívida dos empréstimos que a empresa nos foi fazendo”.

Foi para Angola, para a tropa, durante três anos, seis meses e dois dias, entre 1963 e 1965. “Chegou”. Depois da tropa voltou para a empresa e nessa altura foi gerir a administração de produção. Mais tarde passou para o setor comercial, mas uns anos antes de a empresa fechar, decidiu trabalhar por conta própria. “Senti a necessidade de me assumir”. Na XAVI ajudou a criar várias atividades desportivas e de âmbito social. Ainda hoje tem em casa a taça de campeão nacional de voleibol feminino, depois de ter ganho por três anos seguidos. Foi António Xavier que o incentivou a entrar nas atividades sociais, ainda na XAVI. Também foi ele que o “levou” para o infantário Nuno Simões e para o Lar de Santo António. É um amante da área social, mas tem pena que não lhe sigam as pisadas: “hoje há muita malta jovem com grandes qualidades mas não as colocam ao serviço da sociedade. Acomodam-se”.

Esteve no desporto durante muitos anos. A nível federado praticou futebol e hóquei em patins, mas também praticou basquetebol, voleibol, andebol (foi árbitro de voleibol e andebol). “Andei nisso tudo mas nunca fui bom em nada (risos). Quando se tocam muitos instrumentos, não é possível tocá-los todos bem”. Antes de ir para Angola, para a tropa, chegou a fazer um contrato com o Tirsense, que disputava a 3.ª Divisão Nacional de futebol. Pagavam 800 escudos por mês. “era muito dinheiro, estava na tropa e dava muito jeito”.

“Ainda hoje sou um amante do desporto. Sou capaz de passar um dia inteiro a ver”

Também gosta de outras áreas, como o cinema, mas não troca o desporto por nada. Nos anos 50, vendeu os bilhetes para o famoso jogo em que o Vitória acabou por ser irradiado do campeonato de hóquei em patins, depois de o jogo nem ter começado, devido à grande confusão entre os adeptos.

Hoje em dia atua em várias instituições de Guimarães, sendo reconhecido pelo grande contributo que presta à sociedade vimaranense.

Por: Luís Freitas

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