LULU NO PAÍS DOS ALIMENTOS – Parte 1

por JÚLIO BORGES

Docente

-Lulu! Lulu! – Chama a mãe. – Está na hora de jantar. Fiz o teu prato preferido, bifinhos de peru grelhados e arroz de cenoura.

– Ai, Ai! Não quero comer! Dói-me a barriga. – Reclama Lulu. – Comi muitas guloseimas.

A mãe de Lulu, dirige-se ao quarto e vê a menina deitada na cama com as mãos a segurar na sua barriguita.

– Ai, mamã. Dói-me muito.

– Vou preparar-te uma sopa de cenoura. Pelo menos a sopa tens que comer. Depois podes voltar a deitar-te.

– Está bem! – Queixa-se Lulu. – Não bastava a dor de barriga e ainda tinha que comer sopa!

Lulu, é uma menina muito bem comportada. Raramente come guloseimas e adora bifes de peru e arroz de cenoura. Por esta razão, estar com dor de barriga, foi, para além do óbvio, uma grande chatice.

Com algum esforço Lulu comeu a sopa que a sua mãe tinha preparado e deitou-se extremamente queixosa, mas, adormeceu imediatamente.

– Luluuuu! Luluuu!

Lulu acorda sonolenta. Alguém a chama, mas, apesar da voz familiar, ela não está no seu quarto, nem em qualquer outro compartimento de sua casa.

– Onde estou? Quem és tu? – Pergunta Lulu à voz que a acordou.

– Olá! Tu estás no País dos Alimentos. E eu sooooou um Chupa-chupa. Não sou um chupa-chupa qualquer. Sou de melancia! Assim sou mais natural porque sou de fruta.

– Onde? Quem? Como vim aqui parar?

Lulu, encontra-se confusa. Não sabe onde está, nem quem é aquele chupa-chupa falante. Tudo à sua volta é estranho e desconhecido.

– Todos os meninos gulosos vêm parar aqui. – Responde o Chupa-chupa. – Mas só nos sonhos. Enquanto dormem para curar a dor de barriga.

– Eu não sou gulosa! Só foi hoje. Eu nem como muitas guloseimas. Hoje é que foi um dia especial. Fiz cinco anos. Estes. – Enquanto conversa com o Chupa-chupa Lulu levanta os cinco dedos da mão esquerda.

– Dizem todos o mesmo. Os meninos humanos são todos iguais. “Não foi por querer!”; “Foi só hoje!”; “Era um dia especial!”. Mas Parabéns, cinco anos só se fazem uma vez na vida. E seis, e sete, e por aí fora. HaHaHaHa!

O Chupa-chupa ri-se da sua piada, o que deixa Lulu muito zangada.

– Bem! Vamos ver o resto do teu país ou acordo para tomar o pequeno-almoço?

– Pronto, pronto! Sempre com pressa. No País dos Alimentos, o tempo não passa como no teu mundo. Bem, vamos lá.

– Sabes – continua o chupa-chupa – nós precisamos da tua ajuda. Por isso eu te chamei e te trouxe para aqui. Estamos com um grande problema. O nosso líder “O Grande Livro de Culinária” está de férias e …. Ajudas-nos por favor!?

– E como eu posso ajudar, sou tão pequenina!?

– Na tua escola já falas-te dos alimentos bons e menos bons? Dos que fazem bem e os que fazem dor de barriga?

– Claro que sim, eu já sou crescida! – Afirma Lulu corrigindo o que dissera anteriormente.

– Então vamos, a minha vila é já ali. E quando chegarmos tu vais ver a confusão!

Lulu e o seu amigo Chupa-chupa, dirigem-se a uma vila muito engraçada, em que as casas têm forma de alimentos.

No meio da localidade avista-se uma praceta onde há uma grande algazarra.

– Eu sou o mais importante! Todos gostam de gelado! E posso ser de chocolate, de fruta, de caramelo, e até há gelatarias, assim se chamam as lojas onde sou criado, que me adicionam bacalhau, sardinhas e outros alimentos salgados muito estranhos.

– Então eu e o caramelo é que somos importantes. – Reclama o chocolate – toda a gente gosta de nós. Até no gelado!

– Calma, calma. Não podemos falar todos ao mesmo tempo. Assim não nos entendemos. – O Chupa-chupa aproximava-se com a sua nova amiga, a Lulu. Todos se calaram e afastaram para ver quem era a visita.

– Trouxe uma menina humana que nos vai ajudar. – Continua o chupa-chupa. – Ela sabe tudo sobre alimentos e a sua importância.

Ilustração: Bárbara Correia da Silva 

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