NEM SÓ DO FUTEBOL VIVE O DESPORTO

por MARCELA MAIA
Técnica de relações internacionais na Universidade do Minho

Ao sabor do calor dos quentes dias de Junho, mulheres, homens, crianças, adultos e idosos sentem cada palavra do hino nacional quando joga a seleção portuguesa de futebol – o país centra-se e concentra-se no jogo.

A todo o instante, e sem fazer grande esforço, conseguimos obter informação acerca do percurso da seleção portuguesa de futebol em França – a cobertura mediática deste evento tem sido incansável e megalómana.

Por estes dias, o nosso país parece avançar à medida que a seleção portuguesa de futebol avança rumo à final do Euro 2016 – não importa tanto como se avança, desde que se avance.

Passamos aos quartos de final.

Vemos bandeiras hasteadas, pessoas equipadas a rigor e até carros decorados com as cores da nossa bandeira.

Durante as competições europeias ou mundiais de futebol as pessoas esquecem que durante o resto do ano defenderam cores futebolísticas distintas. Há uma sensação de união generalizada, que nos leva a gritar a uma só voz e a vestir a mesma camisola, sacudindo a mãos juntas os comentários depreciativos que possam chegar até nós.

Cinco golos, cinco gritos por Portugal.

Este amor, que se torna visível até a quem não o queira ver, é de louvar, mas lamento que não se estenda, na mesma escala, a outros desportos e a outros atletas brilhantes nas suas modalidades.

No próximo dia 5 de Agosto começam os Jogos Olímpicos de Verão e aí não serão 23 os representantes de Portugal, serão – segundo dados do Comité Olímpico de Portugal – 74 mais a seleção olímpica de futebol com jovens e não tão jovens promessas do futebol português – por isso, para os amantes do “desporto rei” não há porque não assistirem e vibrarem por esta nossa seleção.

Esta que será a 31ª Edição dos Jogos Olímpicos de Verão realiza-se de 5 a 21 de agosto, na cidade do Rio de Janeiro, Brasil. O Programa Olímpico conta com 28 desportos onde o Rugby, na vertente de Rugby Sevens, e o Golfe, são as novidades em relação à última Olimpíada.

Há desportos para todos os gostos, com maior ou menor esforço físico, individuais ou coletivos e mais ou menos interessantes – cabe ao espectador decidir.

Para além de Portugal estar representado por atletas de excelência, nós por cá temos representantes Vimaranenses de elite, sejam por exemplo a Dulce Félix na maratona, o João Sousa no ténis ou o Rui Bragança no taekwondo – estes atletas levam continuamente o bom nome de Portugal aos “quatro cantos do mundo” e encontrarmos noticias relacionadas com os mesmos nem sempre é fácil.

A Dulce Félix, recordista nacional da meia-maratona que conseguiu mínimos olímpicos em Londres quer para a prova de maratona quer para os 10.000 metros.

O João Sousa, que aos 7 anos jogava ténis no Clube de Ténis de Guimarães, foi o primeiro tenista português a vencer uma prova do ATP World Tour, a entrar no Top 40 do ATP World Tour e a ser cabeça de série do Grand Slam.

O Rui Bragança, que já não deve ter espaço para todas as medalhas que tem vindo a arrecadar no Taekwondo, é o atual campeão da Europa de Taekwondo na categoria de -58 kg e foi Vice-Campeão do Mundo em 2011, na Coreia do Sul.

O talento dos nossos atletas não se esgota dentro das quatro linhas mas multiplica-se quase uma centena de vezes pelos cinco arcos entrelaçados dos Jogos Olímpicos.

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