“No resto da Europa os hipermercados só podem vender produtos essenciais”

É o grito de revolta de Cristina Faria, presidente da Associação de Comercio Tradicional de Guimarães (ACTG), no momento em que o pequeno comércio de rua se prepara para voltar a fechar.

“Deviam fechar os shoppings, onde as pessoas se juntam em grandes grupos e não há nenhum controlo. No principio havia algum controlo da lotação, mas depois o dinheiro falou mais alto”, crítica Cristina Faria. “Optou-se pelo mais fácil, fechar tudo e deixar os grandes hipermercados aberto. É uma concorrência desleal porque eles vendem de tudo. No resto da Europa estão limitados à venda de bens essenciais”, acrescenta.

A ACTG fez diligências junto da Câmara que foi sensível aos argumentos dos comerciantes, “mas os hipermercados estão sobre a tutela do Governo”. Segundo Cristina Faria a Câmara Municipal comprometeu-se a exercer pressão sobre o Governo no sentido de que esta situação fosse alterada, porém, sem grandes esperanças.

Para Cristina Faria, resta aos comerciantes virarem-se para as vendas online. Reconhece que a plataforma Proximcity arrancou com alguns problemas, mas afirma que estão a ser resolvidos. “A aplicação arrancou numa altura de Natal e os comerciantes não tiveram possibilidade de explorar a plataforma, de introduzir produtos. Agora, com tudo fechado, vão começar a colocar mais produtos. Espero que arranque com força”, afirma.

Cristina Faria vai lembrando os seus colegas que há outros canais de venda online, nomeadamente o Facebook e que todos devem ser explorados.

A presidente da ACTG prevê um futuro pouco risonho para o pequeno comércio de rua e aguarda que possam ser anunciados novos apoios, “sob risco de mais estabelecimentos comerciais terem de fechar portas”.

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