“O AVE PARA TODOS” JÁ CHEGOU ÀS ESCOLAS

Sessão de formação na EB 2, 3 Abel Salazar, em Ronfe, contou com a presença do presidente do município, que frisou: “É tempo de passar à ação e agir já.”

Vereadora do Ambiente realçou: ” A natureza é a nossa casa mãe e o rio Ave é muito importante. Temos de ser todos nós a cuidar dele.” ©Mais Guimarães

Cuidar do planeta é uma tarefa de todos, mas os mais novos, das salas de aula e corredores das escolas para as suas casas e margens do rio, podem ser os “interventores” necessários para que o concelho desperte, verdadeiramente, para a defesa do património natural. Passar a palavra e torna-la em ações é um dos objetivos do projeto “O Ave Para Todos”, projeto da Câmara Municipal de Guimarães desenvolvido no Laboratório da Paisagem. Esta quarta-feira, a primeira das 100 ações de formação teórica e prática arrancou na EB 2, 3 Abel Salazar, em Ronfe. E os alunos da escola receberam os convidados com uma canção de intervenção. Os mais novos já sabem e cantaram: “Não podemos poluir!”

Falando aos jovens presentes na sessão, o presidente da Câmara Municipal de Guimarães, Domingos Bragança, salientou o papel de projetos educativos para instruir os jovens para a mudança no que ao ambiente diz respeito. Por isso, é importante ter conhecimento científico e não só “vontade de intervir”. “A primeira condição é os estudantes adquirirem muitos conhecimentos científicos para serem interventores em casa e, através da comunidade educativa, realizar ações e intervir, neste caso, no rio Ave, sem excluir os outros”, disse. E esse é um trabalho que integra as EB 1 e EB 2, 3 do concelho que estejam em freguesias banhadas pelo Ave, bem como todas as Escolas Secundárias do concelho. Mas o autarca expressou a vontade de ver o projeto crescer: “Eu queria que [o projeto] continuasse para toda a comunidade educativa do concelho.” Ou seja, não só intervir no rio Ave, mas também no rio Vizela, por exemplo, o Selho e “a linha de água de Nespereira”.

É uma intervenção que ser quer executada “a nível imaterial”, de forma a que se tenha “uma forte consciência ambiental e ecológica”. E o projeto “O Ave para Todos” reflete esses objetivos: “Neste projeto, queremos realizar um conjunto de projetos escolares que, em cooperação com o Laboratório da Paisagem, Laboratório da Paisagem e Brigadas Verdes, ao longo do rio Ave e nos seus afluentes, tenhamos uma regeneração ecológica”, explicou Domingos Bragança. O autarca acrescentou que o projeto procura “devolver toda a vida ao rio, quer à fauna e à flora”.

Projeto une escolas, Câmara Municipal, Brigadas Verdes e Laboratório da Paisagem. ©Mais Guimarães

E “é tempo de passar à ação e agir já”, frisou o presidente do município, aludindo aos apelos de António Guterres, Secretário Geral das Nações Unidas, e a Greta Thunberg, a jovem ativista sueca que motivou os jovens a fazerem greves pelo clima. “O problema das alterações climáticas não espera pelo dia de amanhã, temos de começar a trabalhar hoje e com ações concretas. Há situações de não retorno, segundo os cientistas, e colocam em causa o futuro da espécie humana. O elemento da água é essencial à vida e assumimos a nossa responsabilidade local, com a juventude a fazer parte deste trabalho e a exigir que sejam tomadas medidas”, sublinhou Domingos Bragança. 

A vereadora do Ambiente e presidente do Laboratório da Paisagem, Sofia Ferreira, explicou que o projeto visa realizar “sessões de formação, sensibilização e informação junto das escolas”. “A natureza é a nossa casa mãe e o rio Ave é muito importante. Temos de ser todos nós a cuidar dele”, disse. “O Ave para Todos” integra-se na Estrutura de Missão Guimarães 2030. As sessões decorrem, ao longo da semana, em 24 escolas do concelho. Em cada uma das escolas existem “Embaixadores do rio Ave”, nomeados pelas mesmas. Já a vereadora da Educação, Adelina Paula Pinto, frisou que é preciso adotar “uma atitude diferente”. “E essa atitude tem de ser de todos nós”, acrescentou. A vereadora apelou à mudança dos comportamentos dos jovens, que poderão influenciar os que os rodeiam. “Quando sabemos mais, fazemos as coisas de forma diferente”, concluiu, na senda da necessidade de se reunir mais conhecimento para mudar a realidade.

O Presidente da Câmara Municipal falou ainda, aos jornalistas, da questão das ecovias no concelho. “Há muitas freguesias cujos presidentes estão a trabalhar nesta questão com a câmara. Espero, ainda este ano, ter algumas demonstrações de parques de ecovia”, adiantou. Contudo, Domingos Bragança referiu que “pegar num projeto desde montante a jusante, ou seja, Donim a Serzedelo, é muito difícil” de completar atempadamente. Contudo, o autarca apontou que freguesias como Donim, Taipas, Brito ou Serzedelo estão a trabalhar para realizar percursos de ecovia nos seus territórios.

O programa, apresentado em outubro passado, tem três frentes complementares para obter melhores resultados: “Educação e Sensibilização Ambiental”, “Investigação e Desenvolvimento” e “Comunicação”, eixos que permitirão alcançar os objetivos a que “O Ave para Todos” se propõe. A vertente pedagógica do projeto apostará, para além de iniciativas como as sessões teórico-práticas, conselhos consultivos e ainda criação de sinalética para as margens do Rio Ave, incluindo uma análise de um troço de 100 metros

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