Pais e Filhos: Olhem para o que vos digo e não para o que eu faço

Por Eliseu Sampaio,
Diretor do grupo Mais Guimarães

Portugal é internacionalmente conhecido pela qualidade de alguns dos seus desportistas, pela garra e determinação com que enfrentam os seus desafios. Em Portugal pratica-se desporto e esta área tem merecido alguma atenção dos sucessivos Governos. É assim em Portugal, e é assim em Guimarães também.

Falar de desporto não é, no entanto, falar de atividade desportiva, e é nesta vertente que considero que o foco deve ser colocado. Tal permitirá, gradualmente, baixar o nível de sedentarismo da nossa população jovem. Sim, as nossas crianças são maioritariamente obesas e têm um índice muito baixo de atividade física.

Num país onde as pessoas apontam o dedo com alguma facilidade, é importante identificarmos, desde logo, os principais responsáveis por este problema: os pais.

É comum vermos pais a colocarem os seus filhos no futebol, voleibol, natação, andebol, ciclismo, ginástica, atletismo e outros desportos, individuais e em grupo, tentando com isso complementar as aulas de educação física fornecidas pelas escolas e que não são vistas com a importância que realmente têm.

Tenho para mim que a maioria desses pais não pratica qualquer um destes ou de outros desportos. Será?

Imagino o que vai na cabeça dos miúdos quando são levados a praticarem uma, duas ou três atividades e os pais não fazem uma hora de atividade física por semana.

O exemplo, como sempre, deve vir de cima.

E o maior dos exemplos está perto, dentro de casa.

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