Pandemia para onde nos levas tu…

Por Jorge Santos.

Reinventar um novo começo, não se adivinha nada fácil, no meio desta nova e estranha forma de vida que teima em perdurar no tempo, a qual, não pediu a ninguém para entrar, não bateu à porta e resolveu habitar, sem distinção o espaço público e privado, da nossa sociedade. Alterou formas e rotinas de vida que vão desde o fecho dos cafés a horas não tardias até à vitória do telemóvel sobre o homem, onde o retrato das interações pessoais de diferentes gerações se espelha e reproduz nas redes sociais. Claramente, o abraço, o toque estão a perder para as câmaras e fones dos telemóveis e computadores… férias sem crianças na rua ou em campos de futebol e luzes de quartos acesas durante o dia… onde a fatura da internet passou a ser tão importante como a da água ou a da luz, sinónimo de uma solidão coletiva em perfeito estado singular…. Mas há um sinal de esperança em ”todo este quadro de pandemia social”, pois nem tudo é mau quando estamos à distância de uma mensagem… quase anónima, empurrada no silêncio de um desespero escondido, realizada por este complexo mundo de redes sociais… “as mesmas” que nos estão a esconder atrás da cortina do mundo… manifestamente se apresentam como uma enorme porta que permite reinventar uma nova sociedade geradora de uma maior responsabilidade social e civil na ajuda ao próximo. São inúmeros os grupos de “Solidariedade” que trabalham diariamente na procura de um mundo melhor, para aqueles que foram afetados pela pandemia, assim como, para aqueles que, na procura de um mundo novo, oriundos de outras paragens procuram junto de nós condições que não cabiam nas suas malas e esta “Solidariedade” veio para ficar, porque as redes sociais também estão para ficar… e este é o melhor lugar para viajar no ano que se avizinha.

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