PEDRO EMANUEL PEREIRA

Nome completo: Pedro Emanuel Pereira
Nascimento: 26 de julho de 1990
Guimarães, Portugal
Profissão: Pianista

Chega a Guimarães no sábado, 23, para atuar no Guimarães Allegro, festival que vai trazer para a rua a música erudita. Pedro Emanuel Pereira é natural da cidade de Guimarães e de 2008 a 2014 estudou no Conservatório Tchaikovsky de Moscovo. Atualmente reside em Amsterdão, onde está a terminar o mestrado em performance no Conservatorium van Amsterdam.

Com ele, num concerto agendado para o Tribunal da Relação de Guimarães (21h00, com entrada livre), tocarão outros músicos com fortes ligações à cidade: o violinista Álvaro Pereira e o clarinetista Sérgio Pires. Álvaro Pereira começou a estudar violino no CCM/Artave em Santo Tirso, tendo também ele terminado a graduação na Rússia no Conservatório de S. Petersburgo. Atualmente vive entre a cidade alemã de Detmold e a cidade-berço, onde desempenha funções de concertino na Orquestra de Guimarães. Já o clarinetista Sérgio Pires nasceu em Berna, na Suíça, e ingressou em 2007 na Academia de Música Valentim Moreira de Sá, em Guimarães, na classe do professor Vítor Matos, com quem estudou até 2013. Neste momento, estuda na Hochschule fur Musik der Stadt, Basel, e é músico reserva na Sinfonieorchester Basel e KammerOrchester Basel, na Suíça. Do concerto farão parte obras dos compositores Tartini, Beethoven e Bartok.

Esta informação chega-me através de um e-mail do Pedro Emanuel, que quer ver divulgado o trabalho dos músicos que cresceram na sua carreira em Guimarães. Considera-se “um felizardo” porque teve “a oportunidade de aprender música ainda antes de saber ler e escrever”. “Felizmente vivo numa sociedade em que as pessoas já são educadas para a aprendizagem da leitura e da escrita, mas poucas são aquelas que tiveram a oportunidade de aprender a saber ouvir e escutar, pois da mesma forma que somos ensinados a identificar palavras, deveríamos ter o direito igual a aprender a identificar sons. Infelizmente poucos são os que sabem ouvir”, sentencia.

A sua ida para Moscovo “foi uma consequência natural” de um percurso que iniciou desde muito cedo: aos cinco anos a mãe matriculou- o na Valentim Moreira de Sá, aos oito anos participou no primeiro concurso, aos 11 anos foi laureado no primeiro concurso internacional em que participou, na cidade de Kosice, na Eslováquia.

Quando tinha 16 anos obteve o 1º prémio na Categoria Superior no concurso Internacional de Piano Cidade de San Sebastian, em Espanha. Um ano depois aconteceu aquilo que considera ser “a sua maior conquista” ao tornar-se bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkien e consequentemente “poder estudar no conservatório com que sempre sonhou”.

Em Moscovo, conta, “as coisas nem sempre foram fáceis”. “A aprendizagem da língua, novos hábitos e costumes, o aprender a tornar-me totalmente autónomo e independente, suportar o nível de excelência que o conservatório possui, aguentar as saudadesdas pessoas que me amam e com quem sempre convivi, viver o Natal longe dos que me são mais próximos, tudo isso foi um processo que ocupou um período de tempo na minha vida”, referiu. São fases que já ultrapassou. Hoje, aos 25 anos, prossegue a sua vida académica e musical em Amsterdão. No próximo sábado é tempo de o ver e ouvir. Tal como Vera Gornostaeva, ícone do piano e da pedagogia na Rússia disse sobre ele, é tempo de apreciar a sua performance “caracterizada pelo pianismo encantador, o som belo, o sentir a forma e a técnica impressionante, onde também é possível encontrar profundidade, subtileza emocional e um grande temperamento”.

Por: Catarina Castro Abreu

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