Projeto inovador “OncoConsigo” leva tratamentos oncológicos a casa dos utentes

O Hospital Senhora da Oliveira volta a dar cartas e [...]

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O Hospital Senhora da Oliveira volta a dar cartas e a mostrar o seu carácter inovador através da implementação do seu mais recente projeto: o OncoConsigo. Este vai garantir que o doente oncológico receba no seu lar os cuidados oncológicos que atualmente são prestados no Hospital de Dia do Serviço de Oncologia, nomeadamente tratamentos de mamoterapira, homonoterapia e terapia de suporte.

© Juliana Machado / Mais Guimarães

Com a humanização como palavra de ordem, o novo projeto coloca “as necessidades dos doentes no centro da sua atividade”.

“Nós sabemos das dificuldades, sacrifício e, muitas vezes, sofrimento que os doentes oncológicos têm para se deslocarem ao hospital. É neste sentido que, futuramente, serão os profissionais de oncologia a ir ter com os utentes”, explicou Henrique Capelas, esta manhã de quinta-feira, na cerimónia de apresentação do OncoConsigo.

Considerando que garantir a humanização dos cuidados de saúde é “a obrigação de qualquer instituição de saúde”, o presidente do conselho de Administração do HSOG adiantou que o projeto terá uma fase inicial de preparação, que terá início já em fevereiro. Mais tarde, em junho, serão conhecidos os resultados das primeiras experiências, de forma a “consolidar a evidência de que realmente este projeto acrescenta valor e conforto à saúde dos doentes”.

© Juliana Machado / Mais Guimarães

Guimarães, Fafe e Vizela entre as cidades-piloto

Apesar de não ser evitável em certos casos, “a hospitalização dos doentes oncológicos não é de todo desejada”, elucidou Camila Coutinho, diretora do Serviço de Oncologia do HSOG. Além de expor os profissionais de saúde a novos desafios, reduzir a pressão hospitalar e melhor a condição de vida do utente, o projeto apresenta-se como revolucionador para a vida familiar.

O questionário exploratório dirigido aos utentes revelou que grande parte dos utentes ainda está numa fase de vida profissionalmente ativa. Cerca de metade dos doentes levam consigo um acompanhante, sendo que 79% destes também são ativos profissionalmente. Desde universo de acompanhantes, 83% permanece no hospital enquanto que os tratamentos estão a ser realizados.

Numa primeira fase, o projeto vai abranger as cidades de Guimarães, Fafe e Vizela e serão abrangidos utentes com cancro de mama, estômago, próstata e colorretal. A duração de cuidados prestados deverá ser inferior a uma hora e deverão ter prioridade os doentes mais debilitados e que têm maior dificuldade nas deslocações ao hospital.

© Juliana Machado / Mais Guimarães

Atualmente, a equipa é composta por quatro enfermeiros, dois médicos e dois farmacêuticos, que deverão realizar os domicílios dois dias por semana. Para cada tipo de tratamento, haverá um planeamento que irá definir quando é que o doente receberá equipa de profissionais de saúde em sua casa e quando é que terá de se dirigir ao hospital.

Para que possa ser implementado, o projeto contou com vários donativos de instituições vimaranenses. É o caso de alguns equipamentos médicos necessários para a prestação de cuidados ao domicílio que foram doados pelo Lions Clube de Guimarães. A  viatura utilizada pelos profissionais de saúde para as deslocações aos domicílios foi oferecida pela Liga dos Amigos do Hospital. O veículo foi benzido no final da cerimónia.

A cerimónia contou com a presença de Paula Oliveira, vereadora da Ação Social da Câmara Municipal de Guimarães, Alves Pinto, presidente da Liga dos Amigos do hospital e Margarida Santoalha, presidente do Lions Clube de Guimarães.

© Juliana Machado / Mais Guimarães

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