PROJETO RISEWISE ESTUDA OS OBSTÁCULOS DAS MULHERES COM DEFICIÊNCIA

O projeto RiseWise centra-se no estudo dos obstáculos que as mulheres com deficiência têm de enfrentar nas diferentes dimensões da sua vida, tentando identificar as melhores práticas existentes em vários países da UE, representando ambientes culturais e socioeconómicas diferentes, com vista à sua integração e à melhoria da sua qualidade de vida. Através da aplicação de um método inovador de análise, baseado na experiência adquirida com o intercâmbio entre investigadores, especialista em inovação tecnológica e profissionais no espaço europeu, o projeto irá identificar um conjunto de linhas multissetoriais que possam contribuir para melhorar a integração e o envolvimento deste segmento da população na sociedade. O RiseWise começou em setembro de 2016 e já recebeu apoios do programa da União Europeia Horizon 2020.

Marta Coutada, presidente da Fraterna, explica que o envolvimento da cooperativa vimaranense surgiu através de um convite da Universidade do Minho, mas também no âmbito do contrato local de desenvolvimento social de Guimarães, que tem uma atividade dirigida à identificação das necessidades de pessoas com deficiência. “Achamos que este projeto justificava-se e podia ser uma mais valia para o território e para as mulheres com deficiência, que nós sabemos que os obstáculos que enfrentam são superiores aos dos homens com deficiência”, disse.

A Fraterna encontra-se neste momento a identificar mulheres vimaranenses que atravessam estas dificuldades. “Primeiro vamos identificar os obstáculos, as necessidades e as boas práticas europeias e depois intervir. Este ano iremos também enviar funcionários nossos para missões em universidades estrangeiras. Esta é a riqueza do projeto, esta troca de experiências”, afirmou a presidente da cooperativa.

Paulo Novais, representante da Universidade do Minho afirmou que a UM está “fortemente empenhada no projeto e que, “acima de tudo, o que se pretende com o projeto é ter um conjunto de boas práticas, catalogadas e disponíveis para todos nós partilharmos”.

“Este é um projeto multidisciplinar e o que se pretende é beber de diferentes fontes e saberes e usar a tecnologia para facilitar algumas destas questões. Não é a tecnologia que vai resolver os problemas das pessoas, são as pessoas que têm que resolver em primeiro lugar, mas pode ser um elemento importante de promoção”, disse Paulo Novais, lembrando que Guimarães está na linha da frente no que toca a esta temática: “não é à toda que em nenhum outro país houve esta conjugação de termos ao mesmo tempo tantas instituições e responsáveis políticos. Mas temos ainda muito a aprender com todos”.

Por sua vez, Paula Oliveira, vereadora da Câmara Municipal de Guimarães, afirmou que este é um projeto “apaixonante” e que a igualdade de género está na ordem do dia, mas “é preciso percorrer um longo caminho”. A vereadora mostrou-se convicta que, quando os resultados do estudo forem totalmente conhecidos, o município vai poder aplica-lo no seu “contexto territorial”.

Estão envolvidos no projeto RiseWise 14 parceiros de seis países diferentes: Turquia, Suécia, Áustria, Espanha, Itália e Portugal.

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