Quando as referências se vão

Por Eliseu Sampaio.

Vivemos dias conturbados, isso já todos percebemos, todos sentimos, em maior ou menor escala, o impacto que a chegada desta pandemia da Covid -19 teve nas nossas vidas, influenciou os nossos comportamentos e o modo como nos relacionamos.

Reagirmos a isso com discernimento, ao ímpeto do salto coletivo para o abismo, motivado por um arrebanhamento a que somos sujeitos neste período singular da nossa história, é o desafio que vos coloco.

Focarmo-nos nas nossas referências é um bom princípio para conseguirmos ultrapassar, juntos, este momento. Todos temos as nossas, as referências: O pai, o irmão, o avô ou a avó, o amigo, o empresário, o político, aquele Homem ou aquela Mulher…

De uma forma ou de outra, alguém se torna referência para nós: Pelo comportamento, pela educação, pela altivez, pelo percurso, pela alegria que emanam, etc… ao ponto de nos imaginarmos, os admirarmos e desejarmos um dia seguir-lhes os passos.

Guimarães perdeu, na última semana, três referências, pelo menos três extraordinários vimaranenses: Fernando Alberto Matos Ribeiro da Silva, Armando Piairo Salgado e João Pitada.

Três Homens de reconhecido humanismo, que se envolveram nas causas vimaranenses, cada ao seu jeito. Três Homens maiores que fizeram sempre o melhor por Guimarães e pelas suas pessoas.

Guimarães ficou mais pobre pela partida do Fernando Alberto, do Armando e do Pitada, porque eles deram-se a esta cidade, foram exemplos de Homens que viveram, literalmente, em e para esta comunidade. Saibamos honrá-los com comportamentos similares.

Coloco-vos agora, vimaranenses, a questão que se impõe: Com que referências ficamos agora?

Boa semana.

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