Rendas em Guimarães caem pela primeira vez desde 2017

O valor mediano das rendas de alojamentos familiares, em Guimarães, caiu, em 2020, fixando-se em 3,75 euros por metro quadrado. Foi a primeira descida do preço das rendas, desde 2017.

Os números referentes ao valor mediano das rendas por metro quadrado de novos contratos de arrendamento de alojamentos familiares, referentes ao segundo trimestre de 2020, foram publicados pelo INE no dia 23 de março.

Em Guimarães, do primeiro para o segundo semestre de 2019 as rendas subiram 2,7%, mas entre o segundo semestre de 2019 e o primeiro semestre de 2020 baixaram 0,5% e mantiveram-se inalteradas no último semestre do ano passado.

O valor mediano das rendas de alojamentos familiares, em Guimarães, estava a subir desde 2017 (momento em que começam os registos do INE), altura em que o valor por metro quadrado se situava em 3,20 euros. No segundo semestre de 2019 atingiu o valor mais elevado, 3,77 euros, em 2020, este valor caiu para 3,75.

Os efeitos da crise provocada pela pandemia e pelas medidas tomadas para a conter são evidentes nestes números, principalmente se tomarmos em conta apenas o segundo trimestre de 2020. Nesse período, o valor mediano da renda, em Guimarães, atingiu os 3,55 euros, o que representa uma variação homóloga de -6,6%.

A evolução das rendas no país foi “muito heterogénea”, contudo, é possível distinguir uma tendência de queda, com destaque para as maiores cidades. Em Lisboa a queda anual foi de 4,18%, no Porto de 1,47%. Outras cidades, com mais de 100 mil habitantes tiveram recuos no preço das rendas, foi o caso de Cascais, Oeiras, Guimarães, Coimbra e Funchal.

Na Região Norte as rendas continuam a subir, embora o ritmo de crescimento tenha abrandado. Entre o primeiro e o segundo semestre de 2019, as rendas aumentaram 5,9%. Já entre o segundo semestre de 2019 e o primeiro semestre de 2020, o aumento foi de apenas 2,1%. Entre o primeiro semestre e o segundo semestre de 2020, embora tenha havido um aumento ligeiramente superior ao período anterior, 2,7%, manteve-se abaixo da subida registada em 2019.

Na Região Norte, as renda tem vindo a aumentar constantemente desde 2017. No último semestre desse ano, o valor mediano por metro quadrado, na Região, era 3,83 euros, no segundo semestre de 2020, era 4,85 euros.

Braga que, em 2019, registou um aumento do valor mediano das rendas de 10,5%, entre o primeiro e o segundo semestre, teve uma travagem mais forte, em 2020. Entre o último semestre de 2019 e o primeiro semestre de 2020, o aumento das rendas ficou pelos 1,7%. No segundo semestre de 2020, o preço das rendas, em Braga, recuou para valores iguais aos do último semestre de 2019.

O valor mediano das rendas por metro quadrado, em Braga, fixa-se agora em 5,26 euros, um valor igual ao do último semestre de 2019. Segundo os dados do INE, o valor das rendas na Cidade dos Arcebispos está a subir desde 2017, quando o valor mediano da renda era 3,79 euros.

Em Famalicão também houve uma travagem do valor da renda mediana, em 2020. Entre o primeiro e o segundo semestre de 2019, as rendas subiram 4,4% e continuaram a subir, entre o final de 2019 e o primeiro semestre de 2020, neste caso 4,8%. O abrandamento surgiu entre o primeiro o o segundo semestre de 2020, com uma subida de apenas 1,7%.

Estão a ser celebrados mais contratos de arrendamento

Esta queda dos preços acontece num momento em que a oferta aumenta. Em Guimarães foram celebrados, no último semestre de 2020, 982 novos contratos de arrendamento de alojamentos familiares, por comparação com os 878 celebrados no último semestre do ano anterior. Um aumento da oferta de 11,8%. Em Braga, no mesmo período a variação homóloga foi de 13%, de 1.795 contratos celebrados no último semestre de 2019, para 2.029 no segundo semestre de 2020. Em Famalicão celebraram-se 529 contratos, no último semestre de 2020, por comparação com os 527 assinados nos últimos seis meses de 2019.

Estes números acompanham o que se passou na Região Norte e em Portugal como um todo. Na Região Norte foram celebrados, no segundo semestre de 2020, 24.462 novos contratos de arrendamento, uma variação homologa de 10,6%, relativamente aos 22.101 assinados no último semestre de 2019. No caso de Portugal, contaram-se 79.879 novos contratos de arrendamento para habitação, mais 7.090 que no semestre homologo, uma variação de 9,7%.

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