Segunda dose da AstraZeneca pode ser substituída

A Comissão Técnica de Vacinação contra a Covid-19 da Direção-Geral da Saúde (DGS) admite que, abaixo dos 60 anos, quem recebeu a primeira dose da vacina AstraZeneca poderá receber a segunda dose de qualquer outra marca, avançou a TSF.

Luís Graça, membro da comissão técnica, explicou à TSF que Portugal está numa posição em que pode esperar para ver aquilo que se passa noutros países e em estudos que estão a ser feitos para perceber quais são as alternativas à AstraZeneca.

“Do ponto de vista do sistema imunitário, na segunda dose aquilo que se pretende é expor o nosso organismo às proteínas do vírus que estavam na primeira dose e todas as vacinas usam a mesma proteína”. Assim, “do ponto de vista da imunologia, à partida, será equivalente a resposta imunitária induzida com uma vacina de uma marca diferente”, referiu o especialista do Instituto de Medicina Molecular.

Contudo, Luís Graça relembra que, como até agora os estudos não avaliaram esta solução, é “mais seguro termos resultados que confirmem que tudo se comporta como se prevê e que a resposta da segunda dose é igualmente robusta como esperamos”.

Noutros países já se optou por seguir este caminho, independente dos estudos que as autoridades portugueses aguardam.

“A segurança não está, de forma nenhuma, comprometida e as pessoas podem ter a garantia de que as vacinas são seguras”, conclui Luís Graça. “Isto é uma mensagem de segurança também para estas pessoas de que não se está a tomar uma medida precipitada com base em dados incompletos, esperando algum tempo por dados mais robustos”.

Relembre que, a semana passada, a DGS recomendou a vacina da AstraZeneca apenas para maiores de 60 anos.

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