SÍLVIA FERNANDES

Nome completo
Sílvia Ferreira Fernandes

Nascimento
14 de Maio de 1993, Guimarães

Profissão
Educadora Social

A Associação Social de Pevidém – Vida a Cores inaugurou o seu espaço no passado sábado, dia 04 de maio, e pretende promover o envelhecimento ativo. Sílvia Fernandes, com apenas 25 anos, é o rosto por detrás desta nova associação vimaranense, assumindo o cargo de Diretora Técnica. Tudo nasceu de um sonho e de uma lacuna a nível da ação social na vila.

Começou por seguir algumas pisadas nas artes, mas cedo percebeu que esse não era o seu caminho. “Sempre fui ligada às artes. Estudei artes no secundário, mas achei que não ia ter futuro, então, como estava muito indecisa, acabei por decidir seguir a área social. Conheci o curso de Educação Social e achei que era o indicado para mim. Sempre gostei muito de trabalhar com pessoas. Na altura, eu queria a área da infância. Mas tive a sorte de ter uma experiência de trabalho num projeto, que foi na Castreja. Foi aí que tive o contacto e adorei! Agora já não quero outra coisa”, explicou a jovem vimaranense.

Embora a escolha tenha surgido na altura de escolher um curso de ensino superior, já havia algumas pistas que a área social se adequava à sua personalidade. “O que pode também ter ajudado foi o facto de sempre ter tido uma relação muito próxima com os meus avós. Nunca frequentei nenhum infantário, pois os meus avós sempre tomaram conta de mim e me criaram. Inconscientemente, essa fase pode ter influenciado a minha escolha”, revelou.

Foi então para Viseu, onde tirou o curso de Técnica Superior de Educação Social, seguindo depois para mestrado, já na Universidade do Minho, em Intervenção Psicosocial com Crianças, Jovens e Famílias. “A minha tese de mestrado foi baseada na interação dos netos com os avós”, acrescentou. Na altura em que estudava na academia minhota, como tinha apenas aulas às sextas e aos sábados, percebeu que dava para conciliar um trabalho com os estudos. “Foi nessa altura que fui para a Castreja, onde estive durante dois anos e meio. Mas qualquer coisa me dizia que tinha de fazer outras coisas, experimentar coisas novas, não me ficar só por aquele trabalho. Depois surgiu a oportunidade de fazer uma formação, que se chama TLT (Talentos em Livre Trânsito), que fiz na Sol do Ave, em que o objetivo era compreendermos qual era o nosso talento. No final, tínhamos de apresentar um “pitch”, em que disse que queria abrir um espaço como o que agora tenho, uma associação. Queria implementar a arte terapia, mas ainda não o consegui fazer (risos). Foi aí que conheci o programa onde me inscrevi, que foi o Empreende Já”, contou Sílvia Fernandes. “É um programa a nível nacional, para jovens empreendedores e na altura apresentei um mini projeto. Fui selecionada para a segunda fase do projeto, em que tive formação em Braga, no IPDJ, e essa formação foi para desenvolver o projeto, porque podia criar uma empresa, uma associação. Já a terceira fase do projeto era entregar o plano de negócios e ser contemplada com um financiamento. Consegui e foi dessa forma que consegui criar a associação. De outra forma, era muito complicado”, mencionou.

Relativamente à ASPEV, que viu o seu espaço ser inaugurado este sábado no centro de Pevidém, referiu que há objetivos fulcrais. “Na associação temos várias atividades, em que as pessoas se inscrevem naquelas que têm mais interesse. O objetivo é a promoção do envelhecimento ativo, tirar as pessoas de casa, a prevenção da solidão e do isolamento. Temos também serviços de apoio domiciliário, por exemplo, para acompanhar a uma consulta”, esclareceu. Até agora, a associação Vida a Cores já conta com 20 participantes e começou a 25 de fevereiro.

Quanto ao seu sonho, que pretende ajudar os mais velhos da sua vila, considera que a sua concretização a deixa de “coração cheio”. “Sempre achei que em Pevidém havia uma lacuna na parte social, e sempre disse que um dia ia mudar isso. Parece que sempre caminhei para isto. No sábado, estava mesmo de coração cheio, por todas as pessoas que estavam lá, por todo o apoio. Tem sido muito gratificante”, concluiu Sílvia Fernandes.

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