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“UM PROJETO GANHO PELA ESSÊNCIA DO QUE É UM BOM JORNALISMO”

Orlando Coutinho,

Presidente da AG da Associação Familiar Vimaranense

O jornalismo e a imprensa livres são sinónimos fortes de uma democracia arejada e consequentemente informada.

A chegada dos ventos democráticos a Portugal nos anos 70 do século passado, libertaram as redações do jugo dos censores que muitas vezes eram fintados pelas metáforas mais arrojadas e propulsoras dos sentimentos de liberdade e de informação rigorosa. A tradução prática da opinião sem amarras e da notícia isenta também chegou, felizmente, à imprensa regional que nos anos 80 e 90 viveu momentos áureos. Guimarães não fugiu a essa regra e a competição saudável por diferentes públicos permitiu que no virar do século chegássemos a ter cinco jornais locais com tiragem semanal e duas rádios com implantação para lá da fronteira concelhia.

O forte condicionamento político, uma elite “engajada” com o poder, o aparecimento das redes sociais, a dissolução de hábitos de leitura e uma subsequente crise financeira nacional, tiraram recursos à imprensa local e Guimarães viu-se vítima da morte sucessiva de órgãos de referência que faziam a mediação informativa e político-social que era merecedora. Ao contrário da sua vizinha Braga que soube manter dois diários em permanência. Isto acarretou um viés sem contraponto até ao corajoso aparecimento do Mais Guimarães.

Eliseu Sampaio soube munir-se de uma equipa de enorme qualidade. O jornalismo de investigação, com Rui Dias, as opiniões “policromáticas”, a excelente escola de formação que se tornou este órgão de comunicação e que proporcionou outros voos a jovens que nele passaram, são exemplos de um projeto ganho pela essência do que é o bom jornalismo.

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