ALLAN COCATO

Nome completo

Allan Lobo Cocato

Nascimento

15 de outubro de 1970

Salto, São Paulo

Profissão

Empresário e ex-jogador de Voleibol

Para Allan o voleibol nasceu com o “salto” da modalidade no Brasil, decorria o ano de 1982 e Allan tinha 11 anos completos. O desporto nunca foi “um bicho-de-sete-cabeças” para o brasileiro, mas foi quando a seleção de voleibol brasileira começou a aparecer na televisão que Allan Cocato apanhou o gosto. “Em 1992, num jogo entre o Brasil e a União Soviética no Maracanã, com mais de 100 mil pessoas a assistir, num dia de chuva, foi aí que começou a crescer o gosto. Depois descobri que a minha avó tinha jogado voleibol”, conta. Num campo improvisado, no quintal da sua casa, com um cabo de antena de televisão que servia de rede, Allan passou cinco anos a treinar, até com 16 anos deslocou-se para São Paulo, onde foi visto por “olheiros” que vendo a capacidade técnica e física do brasileiro chamaram-no para a seleção do Estado de São Paulo. Em 1991, com 21 anos, foi chamado para a seleção brasileira onde disputou sua primeira edição da Liga Mundial de Voleibol realizada na Itália. Allan Cocato fala da felicidade da sua geração ter vencido a olimpíada, apesar de ter sido campeão nacional e não ter sido convocado. “Para mim foi como tivesse ganho”, sublinhou. Antes de embarcar numa aventura fora do seu país, Allan recorda o hino cantado por 16 mil pessoas, na vitória da Sul Americana, que se traduziu na qualificação para os Jogos Olímpicos. “As minhas pernas tremeram todas. Passou o filme todo da minha vida e lembrei-me do sacrifício dos meus pais. O meu pai pegava um carocha, 1.600 a etanol, carburação dupla, para me levar de Salto até São Paulo, onde ia ter o treino da seleção”, refere Allan Cocato, lembrando que antes disso deslocava-se de autocarro, percorrendo quase duas horas. Allan Cocato ainda mantém amizades com os antigos colegas de equipa daquela época, uma das “coisas boas” que o voleibol lhe deu. Descendente de família italiana, adepto fervoroso do Palmeiras, Allan Cocato mostra-se orgulhoso por ter representado o clube do coração, mas a sua vida deu-lhe umas voltas quando, no mesmo ano, recebeu uma proposta irrecusável do voleibol japonês, onde defendeu a equipa do Panasonic Panthers na Liga Japonesa. “Foi triste porque deixei a minha esposa e foi difícil virar as costas no aeroporto vendo ela e a minha mãe chorando. Tive que segurar firme e ir para aventura”, explica. Foi o início de uma experiência de vida “fantástica”.

“Eu prometi a mim mesmo que queria ver o Vitória campeão.”

Antes de ingressar numa equipa portuguesa, passou por algumas equipas brasileiras, até que recebeu do convite do Nacional da Madeira. O Vitória surgiu mais tarde, em 2002, quando tentava tirar a nacionalidade portuguesa para lhe dar acesso a um clube europeu. “Fui-me adaptando à cidade. Eu sou uma pessoa adaptativa e positiva. Quem me conhece sabe quando estou mal, estou com a cara fechada. A minha mãe dizia quando estava com a cara fechada: você quando está com a cara fechada não joga nada, quando está com sorriso o jogo fluí”, revela. Allan Cocato destapa alguns momentos que viveu em Guimarães, que o deixaram de “pelo arrepiado”, como a conquista da Taça e do Campeonato Nacional, lembrando que foram “difíceis”, mas “merecidos”. “A gente de Guimarães merecia, o Quiroga merecia, o pessoal da seleção merecia. Marcou-me muito chegar à cidade e ver aquela gente toda. Tudo parado. Quando mostrei para o meu filho, deu vontade de chorar. Eu prometi a mim mesmo que queria ver o Vitória campeão”, conta. Na temporada de 2011 regressou ao Vitória para auxiliar o técnico Luís Resende e na temporada seguinte assumiu o cargo de treinador, de onde saiu “triste” por não acabar o trabalho, mas crente que foi a melhor opção para ele e para o clube. Hoje, Allan Coato dedica-se à família e à sua loja “Supervolei”. Encontrou na cidade-berço o “sossego” e “qualidade de vida” que procurava, onde o carinho das pessoas também guarda no coração.

Por: Diogo Oliveira

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