ANDRÉ CAISSARA

Nome completo
André Manuel Carvalho Fernandes

Nascimento
06 de janeiro de 1985, Azurém

Profissão
Bombeiro/Atleta

Há quem saiba quantos degraus tem o escadório do Bom Jesus; há até quem, por desafio ou por capricho, os tenha subido a ritmo de passeio; e depois há Bombeiros de Elite que, com equipamento completo de proteção individual – casaco de fogo, botas, calças, cogula, luvas, capacete e aparelho respiratório de circuito aberto – escalam as 566 escadas até ao santuário em alta intensidade. Há quatro anos, entre os participantes, estava um estreante. Na ficha de inscrição estaria o nome André Fernandes, mais conhecido pela alcunha de infância André Caissara.

É vimaranense e tem representado Portugal em competições internacionais que juntam bombeiros de várias latitudes e põem à prova os participantes em práticas que requerem destreza, resistência e trabalho de equipa. A título de exemplo, numa das muitas provas além-fronteiras em que participou, o British Firefighter Challenge, o vimaranense cumpriu tarefas como subir escadas de uma torre de três andares, com equipamento colocado; usar uma marreta para simular uma entrada forçada num edifício em chamas; ou carregar quatro garrafões de espuma, com aproximadamente 20 quilos. Tem uma longa ligação com os Bombeiros de Guimarães. Em miúdo participava nas competições nacionais ao serviço da equipa de atletismo dos Bombeiros e percorria o país a representar Guimarães.

“Sempre fui desportista. Há pouco tempo tive um acidente ao serviço dos Bombeiros. Estive em coma induzido e o médico recomendou-me que praticasse desporto. Comecei a inscrever-me em provas de bombeiros e fui ganhando o ‘bichinho’”. Anré Caissara resume assim a forma como entrou neste cenário competitivo. Passaram quatro anos desde a prova bracarense e nunca mais olhou para trás. . Gostou do do espírito de camaradagem, da troca de ideias e de conhecer bombeiros de outras zonas do país. Seguiram-se presenças em provas internacionais e resultados promissores. No entanto, o acidente de há três anos foi o momento decisivo na viagem de André. O bombeiro, que é funcionário no departamento de fiscalização da Vitrus, diz mesmo ter-se sentido desiludido com o Comando: “O acidente deu-se na sequência de um combate a um fogo e não tive um elemento do Comando que me viesse ver ao hospital.” A partir desse momento, André tomou uma decisão: tinha que “remar contra a maré”.

No futuro? Uma prova em Guimarães

Começou a somar participações internacionais. Recorda com carinho a presença em Bruxelas – onde vai regressar este ano -, a primeira prova além-fronteiras. Ao fazer estes circuitos, o bombeiro também se inteira de como são organizadas as provas. É que, nos horizontes está a organização de uma prova em Guimarães. “Preciso de um pouco mais de experiência, mas estou atento, nas outras provas, ao que se faz ao nível do staff, por exemplo. Quero ver o que corre menos bem para que não corra menos bem aqui também”, afirma.

No entender de André, este tipo de provas estão a dar os primeiros passos em Portugal, mas considera que “os bombeiros portugueses estão com fome deste tipo de competições.” No entanto, tem sido difícil ao desportista incutir o gosto pela modalidade aos colegas. “Como é um desporto diferente ainda há aquele medo devido à mudança. Tive que comprar o equipamento todo. Para além do mais, eles sabem que tive algumas dificuldades”, salienta. No horizonte, para além das maratonas que André corre para se preparar para as provas do circuito Firefighter, estão competições internacionais. Até lá, concilia o trabalho na Vitrus, o desporto e a filha. Quando estão a chegar as provas treina às 06h00 e depois do trabalho. “É quase regime pós laboral”, atira.

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