ARGUIDO SUJEITO A PERITAGEM SOBRE MORTE DE MULHER NA CALDEIROA

A defesa do homem de acusado do homicídio de Poliana solicitou uma peritagem para averiguar se a força média e a força máxima de preensão aplicadas pelo indivíduo, quando apertou o pescoço da vítima na madrugada de 05 de março de 2016 numa pensão da Rua da Caldeiroa, foi suficiente para ditar a sua morte, algo que se deve realizar até 19 de janeiro, data para a qual está agendada a próxima sessão do julgamento.

O homem de 36 anos, acusado pelo Ministério Público (MP) de homicídio simples, crime que contempla penas entre os oito e os 16 anos de prisão, vai ser sujeito a este exame, após a perita do gabinete médico-legal de Guimarães, Katerina Puentes, ter dito que a autópsia foi incapaz de confirmar que os atos de apertar o pescoço e tapar a cara da vítima com uma almofada conduziram à sua morte, apesar da mesma ter mostrado “sinais inespecíficos de asfixia”, na primeira sessão do julgamento, decorrida na manhã e na tarde desta quarta-feira no Tribunal de Instância Central, em Creixomil.

A especialista referiu que existe a possibilidade de ter ocorrido um homicídio por “esganadura”, ainda que a vítima surgiu com duas lesões traumáticas no pescoço, mas que não foi possível determinar se o “momento temporal” em que surgiram foi anterior ou posterior ao instante em que morreu.

A acusação do MP refere que o vimaranense conheceu a vítima, que residia em Vagos, no distrito de Aveiro, e era casada, na mesma pensão, manteve relações sexuais e, pouco depois, iniciou um “relacionamento amoroso” com Poliana, propondo-se a tirá-la da prostituição e a passar a viver com ela.

O documento indica que, depois da mulher ter dito ao arguido que não queria mais um relacionamento amoroso “duradouro e com futuro”, no mesmo quarto da pensão em que se costumavam encontrar, o arguido apertou o pescoço à vítima e tapou-lhe a cara com uma almofada, para a impedir de gritar.

Depois de ter vagueado pela cidade, o indivíduo telefonou as duas pessoas, comunicando a “anseira” que fizera, e entregou-se à PSP, por volta das 10h20.

PJ diz que acusado apertou pescoço da vítima e tentou reanimá-la

O inspetor da Brigada de Homicídios da Polícia Judiciária (PJ) de Braga, José Manuel Ferreira, referiu que, quando chegou ao local, encontrou o quarto com uma “desarrumação natural”, embora “não de luta”, e que pediu ao acusado para fazer a reconstituição do crime, algo que “consentiu livremente”.

O responsável disse que, na reconstituição, o indivíduo ficou “irritado”, quando a mulher lhe confessou a intenção de o querer deixar, e que lhe apertou o pescoço com a mão esquerda por ter “medo” que gritasse, tendo depois tentado reanimá-la por duas vezes, mas sem sucesso. Explicou ainda que o indivíduo tinha “consciência” do ato que cometera e não aparentava “falhas de memória”, mas não fazia muita ideia das consequências.

Já o responsável do Departamento de Investigação Criminal da PJ, Miguel Pereira, que foi a primeira pessoa a falar com o arguido, após ele se ter entregado, assumiu a “prática” do ato que vitimou Poliana, embora não a “forma” como o fez.

O homem, de 36 anos, neste momento em prisão preventiva, recusou prestar declarações, tendo apenas lamentado o que aconteceu a Poliana, “onde quer que ela esteja”, e aos dois filhos da mulher com quem esteve envolvido.

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