BEATRIZ LEMOS

Nome completo
Beatriz Lameiras Lemos

Nascimento
15 de novembro de 1999, Guimarães

Profissão
Estudante

O interesse pela proteção dos animais sempre esteve presente dentro de si. À medida que foi crescendo, percebeu que o seu caminho não seria estudar medicina veterinária, mas que decididamente estaria ligado aos animais. Aos 19 anos, poderia simplesmente estudar e divertir-se, o que é típico num jovem. Contudo, Beatriz Lemos decidiu ser voluntária, numa área em que, como a própria diz, ainda se precisa batalhar na sensibilização. Atualmente, é membro da Sociedade Protetora dos Animais de Guimarães e conta como funciona o mundo da proteção animal.

“Costumo dizer que em criança não tinha as típicas bonecas. Tinha cerca de 22 cães de peluche”, começou por recordar, dando conta de que a ligação aos animais esteve sempre presente. Beatriz Lemos teve a sua Milu, uma Shih-tzu, aos 12 anos, depois de pedir “muito” aos pais. Hoje, a sua patuda tem oito anos, mas foi no dia em que a recebeu que encarou a responsabilidade. “Costumo dizer que no dia em que a Milu chegou foi um misto entre felicidade e o maior medo. Dei de caras com a realidade, pois sabia que tinha um ser que estava à minha responsabilidade”.

Atualmente, estuda Design Gráfico, no IPCA, onde está a frequentar o segundo ano. Contudo, em criança tinha o sonho de ser médica veterinária. “Mas quando tive a Milu e tive que a levar às consultas, percebi que não era muito ligada à medicina. Mas foi com 14, 15 anos que senti a necessidade de me ligar a algo maior. Não fazer disso profissão, mas poder ajudar”, explicou. “Quando andava no secundário, na Francisco de Holanda, havia um projeto que na altura se chamava ‘Mentes Empreendedoras’, e tínhamos que criar um projeto solidário, de qualquer cariz. Na altura, eu e uma colega minha, sem pensar muito, decidimos logo que tinha de ser um projeto sobre a proteção animal. A partir daí foi tudo muito rápido. Entramos em contacto com a Sociedade Protetora dos Animais de Guimarães, marcamos uma reunião e integramos o núcleo de voluntários. Eu seguia-os nas páginas e conhecia as ações, mas foi um bocado diferente do que estávamos à espera. Abriu-nos os olhos para a realidade, porque achávamos que seria menos dura”, revelou, garantindo que ainda assim não foi um motivo que a levasse a desistir. No entanto, “ainda há muita coisa que se tem que mudar na sensibilização para esta área”.

Na Sociedade Protetora dos Animais de Guimarães são cerca de 20 voluntárias, sendo esta jovem vimaranense “o braço-direito” da presidente da associação. Beatriz Lemos explicou que a SPA não está diretamente ligada ao canil, apesar de agora uma parceria. “Temos um espaço onde temos os nossos animais, que é um hotel, em que pagamos todos os meses para os ter lá. Essa é a nossa realidade, quando não temos acolhimento”, apontou.

Apesar de jovem, Beatriz Lemos já teve algumas experiências que a marcaram. “Os casos que mais me tocam, à exceção dos mais críticos, são sempre aqueles que eu acolho, pois volta e meia sou família de acolhimento. O primeiro caso em que acolhi foi muito especial. Acolhi cá em casa uma cadela, que veio das ruas de Fafe. Aparentemente, ia ficar só uma semana, porque ia para adoção. A verdade é que ela veio prenha e em final de tempo. Passados quatro dias, em vez de um, tinha nove cá em casa. Durante dois meses tive nove pulguinhas”, recordou. Os patudos acabaram por ser todos adotados e até para fora do país. “Três foram para a Holanda, uma para a Alemanha e quatro ficaram cá em Portugal. Temos parcerias com o estrangeiro, que nos ajudam imenso. A realidade é que 90% dos nossos cães são adotados lá fora, e não cá”, revelou.

Beatriz Lemos não tem dúvidas de que a sua vocação é ajudar na sensibilização da proteção animal, e deseja continuar o seu trabalho na SPA. Na sua visão, admite que nem sempre é fácil ser voluntária. “É preciso ter persistência, estofo e espírito de sacrifício”. No fundo, a palavra de ordem no voluntariado é compromisso.

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