Bruno Fernandes

Nome completo:
Bruno Alberto Vieira Fernandes

Data de nascimento:
25 de março de 1978

Naturalidade:
Guimarães

Profissão:
Gestor

É o mais novo de três irmãos, nascido numa família de São Torcato, ligada ao têxtil como tantas outras no concelho. O pai foi encarregado na tecelagem da Coelima durante mais de trinta anos, o tio era dos Recursos Humanos da mesma empresa. À custa dessa relação familiar com uma empresa que a certa altura tinha mais de três mil funcionários, ainda hoje o cumprimentam na rua, principalmente em Pevidém, por ser filho do senhor Fernandes.

“Era uma família humilde, com três filhos e uma mãe doméstica, a viver do salário do pai”, recorda Bruno Fernandes. A marca da indústria ficou na família, de tal forma que o irmão mais velho acabou por se licenciar em engenharia têxtil e continua ligado ao setor.

Cresceu e estudou em São Torcato até aos 13 anos, no 9º ano mudou-se para o liceu, em Guimarães. As áreas ligadas à gestão e à economia já diziam qualquer coisa ao Bruno adolescente e foi essa a opção para fazer o 12º ano.

Terminado o secundário, o percurso óbvio era ir para a universidade, dar oportunidade aos filhos de estudarem era uma prioridade dos pais. Bruno Fernandes, contudo, optou por um via alternativa, aos 17 anos foi trabalhar. O primeiro emprego foi na contabilidade da Têxteis Tarf. “O meu pai dava-me essa liberdade e eu queria experimentar o mundo do trabalho”, confessa.

Na verdade Bruno Fernandes já trabalhava antes, embora informalmente. O irmão, naquela altura, era sócio de uma pastelaria em São Torcato, onde Bruno ajudava. “Dormia em casa dos meus avós para cumprir os meus turnos”, lembra. Fala desse tempo com orgulho. “Desde muito cedo aprendi o valor do trabalho duro, atrás do balcão. Aprendi a cozinhar, a fazer francesinhas, a tirar finos. Não era trabalho em sentido formal, até porque eu tinha entre os 14 e os 16 anos, mas muito cedo percebi o que custava a ganhar a vida”.

Foi por esta altura que apanhou o autocarro de São Torcato para Guimarães e se dirigiu à sede do PSD para se filiar. “Não fui filiado por ninguém, foi por iniciativa minha que me juntei à JSD”. Embora não houvesse história de militância na família, Bruno reconhece que a admiração do pai pela figura de Sá Carneiro teve alguma influência na sua opção. É um homem de relações duradouras, a esposa, com quem tem dois filhos de 11 e seis anos, também vem dos tempos da escola em São Torcato.

Depois de um ano a trabalhar em contabilidade, foi para o Politécnico do Porto, em 1997, estudar Contabilidade e Administração de Empresas. “Já ia com alguma noção do que é o mundo do trabalho”. No final da licenciatura, em 2002, foi ao processo de recrutamento da Arthur Andersen, uma empresa de consultoria, auditoria e contabilidade que preenchia os sonhos dos estudantes da área da economia e gestão, naquela época. Descontraidamente, reconhece que foi pressionado por um amigo, “que queria boleia”.

De entrevista em entrevista, foi passando e acabou por ser integrado, primeiro como estagiário, ainda a terminar o curso e depois integrado nos quadros, a partir de 2002. Quando a Delloit comprou a Arthur Andersen, ainda ficou mais um ano, mas no final de 2003 surgiu o desafio de integrar a equipa do Governo Civil de Braga.

“Foi uma decisão difícil, num momento em que estava numa empresa muito boa, mas tinha uma vontade de serviço público que era anterior e que talvez tenha sido o que me trouxe para a política, para o PSD neste caso”. Ainda saiu com licença sem vencimento, mas acabaria por não voltar.

Quando, em 2005, houve eleições e a comissão no Governo Civil terminou, o presidente da Câmara da Póvoa de Lanhoso viu como muito positiva a experiência acumulada naquela função e fez dele chefe de gabinete. Bruno Fernandes fala deste período como uma época de grande aprendizagem no domínio autárquico. “Acabei por tomar contato com todos os assuntos e instituições fundamentais na gestão de um município: PDM, cultura, proteção civil, CCDR, CIM do Ave, Associação Nacional de Municípios…”

Podia ter concorrido para integrar o quadro da Câmara, mas recusou. “Não me vejo como um funcionário público, antes como um servidor público com uma missão”, afirma. É assim que vê o seu período como presidente da Junta de Freguesia de São Torcato.

Desde junho de 2019, a missão é elevar a Escola Profissional do Alto Ave, de que é diretor, a outro patamar. “Já introduzimos um processo de gestão documental, processos de avaliação e certificamos a escola”.  O passo seguinte, “já em andamento, é a requalificação do edifício”, explica com entusiasmo.

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