CARLOS ALBERTO

Nome completo

Carlos Alberto Cunha

Nascimento

13 de junho de 1977

Urgezes

Profissão

Técnico de vendas

O gosto pelo escutismo conduziu-o à liderança do Fraternidade Nuno Álvares – Região de Braga (FNA), voltando aos escuteiros 13 anos após a sua última aventura. Carlos Alberto foi escuteiro desde pequeno, com seis anos, no agrupamento de Urgezes, onde nasceu e vive, num percurso que o guiou até aos 18 e que o levou a regressar aos 31.

Ao ouvir falar em escutismo, Carlos Alberto mostra-se orgulhoso de uma “ideologia” que esteve presente quase a sua vida inteira: “Foi um momento que marcou as nossas vidas”. O pai incentivou-o a ingressar nos escuteiros, mas também pode-se apontar o dedo aos amigos que frequentavam esta “legião”.

Uma “tropa que viu interrompida aos 18 anos por “vários motivos” e por uma vida pessoal preenchida. Mas nunca foi uma porta que ficou fechada. A reaproximação aos escuteiros aconteceu quando o filho atingiu a idade para seguir os seus passos.

“Quando comecei a levar o meu filho às reuniões, o ‘bichinho’ começou outra vez a fervilhar e os desafios foram colocados. Foi nesse momento que regressei, embora noutros moldes”, contou. Mas já vamos chegar lá…

O escutismo incute valores que provavelmente não encontraram em outros lados.

São os valores, uma palavra várias vezes repetida por Carlos Alberto, incutidos pela “escola” dos escuteiros que o levou a incluir o filho. “É uma escola de valores, onde os miúdos são ensinados a aprender fazendo. O escutismo incute valores que provavelmente não encontraram em outros lados. Achei que era importante o meu filho estar presente”, referiu.

Por isso, acredita que o crescimento dele e de uma criança, que é desde de muito nova desfiada a tomar escolhas e opções, pode ser facilitado pelo escutismo. “Em todas as etapas do crescimento, eles escolhem que caminhos querem seguir e que desafios querem vencer. Isto na vida adulta vai ser muito importante”, vincou Carlos Alberto, acrescentando que o escutismo é a forma “mais eficaz de uma criança e um jovem perceber como trabalhar em equipa”.

Com melhores condições para se dedicar ao escutismo, Carlos alberto, aos 31 anos, sentiu que tinha a vida “estabilizada” e a “liberdade” que necessitava para “aventurar-se” num novo projeto. Depois de ter terminado a sua ligação com o CNE – Corpo Nacional de Escuta – uma associação de escuteiros juvenis do qual pertenceu, que tem uma missão de educar crianças e jovens para uma vida adulta, segundo o método escutista – regressou ao escutismo através da FNA, uma associação de escuteiros adultos, na qual é Presidente da Direção Regional de Braga desde de 25 de fevereiro.

“Nós temos nos nossos núcleos pessoas que sentem o escutismo os marcou na vida e que querem continuar a ser escuteiros. Não têm a missão nobre de educar crianças e jovens, que é muito exigente e obriga a muita dedicação, mas trabalham junto das comunidades, paróquias e agrupamento de escuteiros onde estão inseridos, que pedem ajuda muitas vezes para resolver situações adultas, nomeadamente a nível logístico”, disse, mostrando-se orgulhoso de ainda envergar as vestes dos escuteiros.

A FNA está implantada a nível Nacional com um efetivo de 2000 escuteiros adultos, mas a região de Braga conta com cerca de 50%, ou seja 1000 escuteiros adultos, o que leva Carlos Alberto a afirmar que “Guimarães está para o escutismo como Paços de Ferreira está para os móveis”.

Por tudo isto, Carlos Alberto sente que o objetivo dos escuteiros é “procurar deixar o mundo o bocadinho melhor do que aquilo que o encontrou”.

Por: Diogo Oliveira

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