Orlando Coutinho

Nome completo:
Orlando Coutinho

Data de nascimento:
24/10/1979

Naturalidade:
Guimarães

Profissão:
Diretor de multinacional do ramo segurador

Orlando Coutinho interessou-se pela vida da pólis desde sempre. Começou pelo associativismo estudantil, liderando a associação de estudantes de Escola Fermentões, hoje Fernando Távora. Mais tarde, já em representação da secundária Francisco de Holanda, participou na Federação Distrital de Braga das Associações de Estudantes. “Outros tempos e outras lutas”, recorda com saudade. “Havia um forte envolvimento dos líderes juvenis e eramos considerados parceiros educativos. Equipamentos de qualidade, a segurança e a política educativa, eram temas que não deixávamos esmorecer”, comenta, lembrando os processos em que esteve envolvido, como a luta pelo aquecimento nas salas de aulas.

No virar do século estava em Lisboa, na Faculdade de Letras da Universidade Clássica. Só por lá andou um ano. Um projeto profissional aliciante desviou-o dos estudos durante algum tempo. Dedicou-se à área dos seguros de crédito, com sucesso. Hoje é diretor de uma multinacional do setor.

Porém, o associativismo está-lhe no sangue e, quando voltou ao Norte, presidiu aos jovens rotários de Guimarães e o Rotaract Club. Presidiu também ao  Conselho Municipal da Juventude, numa eleição em que teve que destronar um “bloco central”, constituído pela juventude socialista e social-democrata. “Presidir ao Conselho Municipal de Juventude foi uma grande experiência política. Tínhamos presença na direção da Tempo Livre, no Conselho Municipal de Segurança e eramos temidos na Câmara pelo arrojo das propostas sustentadas em termos de política de juventude e também por força sermos eleitos democraticamente pelos jovens vimaranenses dos 12 aos 30 anos. Tivemos eleições com mais de 6 000 votantes”, sublinha.

Orlando Coutinho é casado e pai de duas meninas. Afirmou-se, desde sempre, como democrata-cristão. A adesão ao CDS surgiu-lhe, portanto, como uma escolha natural em função do seu posicionamento político.

Começou, por indicação de Pedro Carvalho, líder do partido em Guimarães, como deputado municipal. Liderou a bancada parlamentar numa época “quente” da política local: o CDS apresentou a primeira Moção de Censura a um executivo municipal na história democrática vimaranense. Em 2005, com José Ribeiro e Castro na liderança nacional do partido, foi cabeça de lista à Assembleia Municipal de Guimarães. Cedeu o lugar a Rui Barreira, que vencera as eleições internas do partido, em 2006.

Esta interrupção na vida política ativa coincidiu com uma maior participação associativa. Foi Presidente da Assembleia Geral e diretor da Associação Familiar Vimaranense. Nos Bombeiros de Guimarães, foi Presidente do Conselho Fiscal.

O regresso à política havia de acontecer em 2009 onde, por indicação da Federação dos Trabalhadores Democrata-Cristãos, de que era vice-presidente nacional, integraria a Lista do CDS ao Parlamento Europeu encabeçada por Nuno Melo.

Seguiu-se a participação como membro do Conselho Nacional, da Comissão Política Distrital e a Presidência da Comissão Política de Guimarães, em 2014, com a coligação Juntos por Guimarães. O CDS local iria a votos, sob a sua liderança, nas autárquicas de 2017, um momento em que a coligação entre democratas-cristão e sociais-democratas saiu reforçada com mais um deputado. “Ganhamos as legislativas em Guimarães com a PAF e nas autárquicas ficamos perto: ‘6-5’ [vereadores], significou que ficamos a um vereador de ganhar».

Nova paragem na política partidária, em 2018. Foi tempo de ver nascer a segunda filha e de acompanhar a família. Pelo meio concluiu a licenciatura em Ciências Sociais e Políticas. Com vários artigos no Observatório Político e um artigo na Revista Portuguesa de Ciência Política, recentemente terminou o mestrado em Filosofia Política, pela Universidade do Minho. O tema da tese é-lhe querido: “Democracia-cristã, uma hermenêutica contemporânea”. Aprovado com 19 valores.

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