FELISBELA LOPES

Nome completo Felisbela Maria Carvalho Lopes

Nascimento 03 de agosto de 1971 Braga, Portugal

Profissão Professora Associada com Agregação

Doutorada em Informação Televisiva – a Universidade do Minho é o seu microcosmos –, é autora de vários livros ligados ao mundo da “caixa que mudou o mundo”. Surgiu por acaso esta sua ligação ao jornalismo. Em 1989, foi desafiada a trabalhar na Rádio Universitária. Na altura, ainda não estava na universidade. Passados poucos meses, integrou a equipa que criava na altura o jornal Público. Isto em 1990. Esteve naquele projeto durante cinco anos e, entretanto, entrou na universidade e sempre foi estudante-trabalhadora.

Na Universidade do Minho licenciou-se em Português-Francês e fez todo o curso em paralelo com o jornal Público, que a ajudou a ser a aluna que foi: terminou com a melhor média da licenciatura e diz dever isso ao Público. Ingressou na categoria de assistente estagiário e ainda chegou a vir trabalhar para uma escola em Guimarães. Quando ganhou o concurso, interrompeu a lecionação em Guimarães e está na UMinho desde 1994. Tem mais de 22 anos da casa onde já foi pró-reitora, cargo que abandonou por incompatibilidades com o actual reitor, António M. Cunha.

Mãe e com um exemplar percurso académico, Felisbela Lopes reitera que “não há milagres e que o sucesso faz-se de trabalho”. “Há pessoas que conquistam de outras formas, mas num processo mais duradouro faz-se exclusivamente através do trabalho e eu acredito nisto com muita força. Eu digo permanentemente isto aos estudantes ao longo destes 20 anos. Digo-lhes que eles não têm que ser bons nem muito bons, têm que ser excelentes. Isto conquista-se através do trabalho. E se trabalharem sempre de forma séria. Esta é a mensagem que temos que transmitir às gerações mais novas: a seriedade e a verdade acabam sempre por triunfar”, partilha.

Ao longo dos mais de 20 anos viu valores a perderem-se nas redações apesar de acreditar que não se deve generalizar. “No campo dos jornalistas, há jornalistas muito competentes e de grandes qualidades. Mas há menos oportunidades. Eu sou de uma geração que teve todas as oportunidades para vingar. Eu tinha 17 anos, fui trabalhar e tinha um salário. Eu tinha 22 anos quando terminei o curso e entrei numa universidade a trabalhar com um salário de professora universitária. Eu pertenço a uma geração que nunca pagou propinas na licenciatura, no mestrado, no doutoramento. Sou de uma geração hiper privilegiada. Seria muito mau olhar para as gerações mais novas e ter um discurso de superioridade intelectual”, reconhece para dizer que “é evidente que entre pessoas sérias há sempre pessoas sem ética, que fazem o seu percurso de forma amoral”.

Tem na RTP um espaço de comentário há dez anos: o Bom dia, que é uma revista de imprensa. Também tem um outro espaço de comentário à atualidade internacional no Jornal 2, à noite, também na televisão pública. Está a aceitar desafios que não tinha abraçado por falta de tempo. Mas confessa: “Gosto muito das redações e tenho muitas saudades”.

©2019 MAIS GUIMARÃES - Super8

Fazer login com suas credenciais

Esqueceu sua senha?