FESTA DAS MOTAS PELA NOITE FORA

Pela 19ª vez o Conquistadores Moto Clube de Guimarães e a Motofundador organizaram o Supercross noturno de Arões. Para quem segue o motociclismo os olhos estavam postos em estrelas como Hugo Basaúla ou Joaquim Rodrigues Jr. Para os da casa a curiosidade era o regresso de Vítor Fernandes, depois de 15 anos.

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Para ir ao supercross ou ao motocross é preciso disposição para sujar a roupa. O acesso à pista de Arões é feito por uma estrada de terra, no meio de um pinhal. Apesar de a pista não ser visível entre as árvores, não há nada que enganar, a música e o speaker ouvem-se ao longe. A primeira coisa a fazer é comprar uma bifana e beber uma mini, um sumol para os garotos. O negócio vai bom, com treinos desde as 19h00 e a última final marcada para a meia-noite, mais cedo ou mais tarde a fome vai apertar.

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Arranjar lugar é fácil. Apesar de estar muita gente no terreno em volta da pista, recortado em anfiteatro, há sempre lugar para mais um, até porque aqui não há cadeiras, a menos que venha de casa. Por trás da pista é possível ver o paddock onde as equipas se atarefam de volta das motas. É tempo para selfies com os pilotos e junto da máquinas.

Depois de ter vencido a prova de abertura deste campeonato, em Poutena, Hugo Basaúla era o grande favorito do público em geral. As corridas, afinal, acabaram por ditar uma sorte bem diferente. Fruto de quedas, maus arranques e alguns erros, Basaúla não conseguiu melhor que um sétimo lugar na primeira final e um terceiro na segunda. Estes resultados não lhe permitiram sequer estar no pódio final.

“Eu sei que este ainda não é o meu campeonato. Mas correr aqui em Arões era um objetivo”. Vítor Fernandes

A noite teve outros dois heróis. O homem da casa, Vítor Fernandes, depois de ter sido uma promessa do motocross, no início da década de 1990, viu-se afastado por uma lesão grave no joelho. Agora, com 33 anos, o piloto voltou a correr e depois de uma época em que teve alguns êxitos, na Categoria de Promoção, decidiu apresentar-se na prova da sua terra natal. “Eu sei que este ainda não é o meu campeonato. Mas correr aqui em Arões era um objetivo”. Se o único objetivo era correr, Vítor Fernandes fez mais que isso. Nas duas mangas de qualificação acabou por se classificar para a final, dando oportunidade ao seu público de o ver em pista por quatro ocasiões. O outro herói da noite foi Paulo Alberto, em preparação para os campeonatos brasileiros, onde tem corrido nos últimos anos. O piloto arrasou a concorrência. Com uma mota com motor a dois-tempos o piloto de Leiria venceu a prova, algo que já não acontecia desde junho de 2005. “Se com uma mota a dois-tempos ele vence a concorrência, quer dizer que se ele tivesse uma mota a quatro-tempos pulverizava-os”, explica Vítor Fernandes sobre a prestação de Paulo Alberto.

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Um dos grandes momentos da noite foi a Red Bull Flying Lap, em que os pilotos têm oportunidade de fazer uma volta sozinhos, procurando fazer o melhor tempo. Basaúla levou a melhor desta vez, mas por apenas 26 milésimos de segundo relativamente a Paulo Alberto. Além destas voltas canhão, o público divertiu-se com o pedicross, em que elementos do público são convidados a dar uma volta à pista a pé, com prémio para o vencedor.

Com duas provas já realizadas e duas por realizar, o Campeonato de Supercross ficou ao rubro, com Paulo Alberto a ultrapassar Hugo Basaúla na liderança. O campeonato segue no próximo dia 20 de agosto, em Lousada. As motas voltam a Arões em agosto de 2017, para celebrar os 20 anos desta prova.

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