Francisco Coelho Lima

Nome completo:
Francisco de Abreu Coelho Lima

Data de nascimento:
8 de setembro de 1929

Naturalidade:
Selho São Jorge, Guimarães

Profissão:
Empresário

Francisco Abreu Coelho Lima nasceu a 8 de setembro de 1927, na casa onde é hoje a Farmácia Confiança, em Pevidém. É o quinto de seis filhos que viriam a ter o casal Albano Martins Coelho Lima (n.1892) e Maria de Belém de Abreu Leite (n.1894].

À época, seu pai era trabalhador na Fábrica do Moinho do Buraco. Contudo, já tinha uns teares com alguns trabalhadores num edifício anexo à sua residência.

Francisco Coelho Lima fez a escola primária em Pevidém e foi depois estudar para o Liceu de Guimarães, neste edifício, onde é hoje a Câmara Municipal. Na época, as vias de comunicação e os transportes não eram o que são hoje. O neto e afilhado, André Coelho Lima, lembra, com alguma graça, que o seu bisavô alugou uma casa em Guimarães, para alojar os filhos que estudavam no liceu, para naão terem que fazer a viagem para Pevidém todos os dias.

De seguida, foi para a Escola Académica do Porto, tendo integrado o Colégio Almeida Garret, durante cinco anos, para tirar o Curso Comercial.

“Se tivesse sido político, seria ministro dos negócios estrangeiros”

Ficaram-lhe dos tempos de estudante, no Porto, conhecimentos relevantes na política, no meio empresarial e na banca, que faziam dele um facilitador de negócios, mais do que um empresário.

Do curso comercial, veio diretamente para a empresa familiar, nas atuais instalações do Lugar do Miral, onde exerceu o cargo de Diretor Comercial nos mercados interno e externo.

“Se tivesse sido político, seria ministro dos negócios estrangeiros”, diz André Coelho Lima. O deputado recorda o avô como um “globettotter”, que conhecia uma boa parte do mundo e se movia com à vontade nos meios mais elitistas dos negócios ou da sociedade. Viajava no concorde, entre Paris e Nova Iorque, uma vez que os EUA eram um dos grandes destinos exportadores da Coelima.

Todavia, nunca perdeu a simplicidade e a capacidade de interagir com os mais humildes, ou de ser natural, mesmo em situações formais.

Numa visita de Mário Soares ao concelho, na passagem por um infatário, pegou no neto ao colo e apresentou-o: “este aqui é o meu neto, chama-se Francisco como eu”. Mário Soares que também era dado a furar protocolos respondeu: “olá xiquinho”.

Casou com Maria Eduarda da Cunha Guimarães [n.1929], com quem teve seis filhos: Francisco [n.1953], Maria Eduarda [n.1954], Jaime [n.1956], Maria Manuela [n.1960], Maria Helena [n. 1962] e Albano [n.1963].

A sua simpatia, afabilidade e fácil convívio originaram muitas amizades, com ostrabalhadores, na banca, nos organismos oficiais, com clientes nacionais e estrangeiros. Em 1974, foi a Roma receber o “European Award Gold Mercury”. Três anos depois, foi-lhe atribuído, em Malta, o prémio “Phoenicia International Trade Trophy”.

Tendo partido de uma vila para conhecer uma boa parte do mundo, tinha noção da importância que viajar tem na formação do caráter e da personalidade. Proporcionou aos netos a posssibilidade de viajarem e “era um contador de histórias”.

Pertenceu aos órgãos sociais do Clube Industrial de Pevidém, Lar São Jorge, Sociedade Musical de Pevidém, Bombeiros Voluntários de Guimarães, Santa Casa da Misericórdia de Guimarães, Vitória Sport Clube, Automóvel Clube de Portugal, entre outras entidades”.

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