JORGE DIAS

Nome completo

Amadeu Jorge Pimentel Dias Ribeiro

Nascimento

04 de fevereiro de 1966

São Sebastião (Guimarães)

Profissão

Empresário

Quem entra no local de trabalho de Jorge Dias rapidamente percebe o que se “cozinha” lá dentro. Basta olhar para as horas e depara-se com as 12 bolas coloridas do “snooker”, isto se não se esbarrar nos diversos tacos e artigos de bilhar espalhados pelo espaço.

Jorge Dias, atual Presidente da Associação Bilhar do Norte (ABN), que conta com oito anos de existência, fala-nos da paixão que começou “muito cedo” e que transporta todos os dias.

“Tenho paixão pelo bilhar e a minha vida está ligada ao bilhar”, conta. Desde miúdo que pega num taco bilhar, quando trabalhava num salão de jogos antigo que existia na avenida dos Combatentes da Grande Guerra, freguesia de Oliveira do Castelo, onde por volta dos 13 anos começou a dar as primeiras tacadas com os seus amigos.

A sua paixão foi fomentada com a ajuda do pai, que já trabalhava com bilhares, e, mais tarde, com 26 anos, quando decidiu “separar-se” do negócio do pai e criou o seu próprio negócio ligado à mesma área.

Ao ver as ligas de bilhar e a competição a serem desenvolvidas no resto do país, Jorge Dias não conseguiu ficar “a ver jogar” e decidiu criar a ABN para que a sua região pudesse usufruir das mesmas condições.

“Antigamente existiam torneios de cafés em Guimarães e à volta, onde participei durante muitos anos, e uma rivalidade enorme. O senhor das Taipas dizia que era o melhor da zona, depois o de Fafe dizia que era ele, e ninguém se entendia. Com as ligas [organizadas pela ABN] começou a haver competição a sério. Agora conseguimos ver quem são os melhores a nível individual e por equipas”.

Numa competição onde estão envolvidas equipas dos concelhos de Guimarães, Vizela, Felgueiras, Braga, Amarante, Lixa, Vila Nova de Famalicão, Paços de Ferreira, Marco de Canavezes, Póvoa de Varzim, Vila Real e Porto, Jorge Dias considera que estão reunidas as condições para uma rivalidade “renhida” e “saudável”.

Na ABN já participaram cerca de 1200 atletas, embora, atualmente, estão quase 1000 jogadores em competição. “Muita juventude veio para o bilhar. As pessoas dedicam muito tempo ao bilhar, mas, como é natural, as pessoas que têm uma paixão maior dedicam muito mais horas”, explica Jorge Dias, lembrando que o objetivo da ABN é criar “futuros jogadores” para participar na liga nacional, na Federação Portuguesa de Bilhar. Uma meta atingida com sucesso por alguns jogadores “relevantes” a nível nacional e com o aumento de qualidade dos intervenientes da Associação nos últimos dois anos.

Este desporto também proporciona um convívio “muito bom” entre jogadores

Jorge Dias jogou toda a vida a um nível amador. Atualmente, está inserido na equipa “Café Chez Tony Bar”, na qual pratica pool português, uma variante do pool mundial. O empresário e jogador conta o que sente quando entra em competição: “é uma sensação comum a muitos desportos. Há uma adrenalina e um nervosismo, porque não queremos ficar mal perante os nossos parceiros e os adversários. Queremos ganhar. O nervosismo pode prejudicar o jogo”.

Mas não é só pela competição que o bilhar desperta o interesse em Jorge Dias. Este desporto também proporciona um convívio “muito bom” entre jogadores, que se juntam uma vez por semana para “jogar em equipa, conversar e beber meia dúzia de finos”.

A acumulação da sua vida empresarial com o bilhar leva-o a despender algum tempo, que não interfere “em nada” com a vida familiar. Aliás, Jorge Dias partilha da mesma paixão com um dos seus dois filhos. “O meu filho tem a mesma paixão e já não há muito diferença entre os dois”, refere.

Por: Diogo Oliveira

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