JÚLIO MENDES: “O FUTEBOL NÃO SÃO SÓ TRÊS OU QUATRO CLUBES”

 

O presidente do Vitória falou esta sexta-feira, em conferência de imprensa, sobre as arbitragens das últimas seis jornadas.

A última vez que Júlio Mendes prestou declarações sobre o tema foi em outubro, relativamente às primeiras sete jornadas. Na altura, o presidente vitoriano apontou que na sequência dos erros de arbitragem, o Vitória tinha sido prejudicado em quatro pontos. Nesta segunda análise, Júlio Mendes referiu que foram deixados “quatro pontos para trás”.

Com o auxílio das imagens dos lances, Júlio Mendes comentou três encontros em que diz que o Vitória foi prejudicado. Primeiramente, abordou o jogo da nona jornada, frente ao Boavista, em que ao minuto 60 um jogador dos axadrezados deu com o braço na bola, dentro da grande área, e que “não foi objeto de grande penalidade”. Na mesma jornada, ao minuto 83, defendeu que Davidson foi derrubado também dentro da grande área, e que não houve grande penalidade. “Neste empate, com grandes probabilidades, teríamos conseguido os três pontos”, apontou.

Seguiram-se imagens da 13.ª jornada, frente ao Desp. das Aves. “O guarda-redes do Aves faz falta sobre Whelton, ao minuto 80. O ábitro foi rever o lance, algo em que concordamos, mas o VAR decidiu não assinalar penálti. No nosso ponto de vista, o Whelton se tivesse conseguido progredir, teria ficado isolado e feito golo. Foram mais dois pontos deixados nas Aves”, afirmou.

Por fim, Júlio Mendes comentou os oitavos de final da Taça de Portugal, o último jogo disputado pelo emblema vitoriano. A expulsão de Mattheus, que foi analisada nas imagens projetadas na sala de imprensa do Estádio D. Afonso Henriques, mereceram uma especial atenção do presidente. “Num clássico do futebol português como este, que era uma eliminatória, é preciso perceber o que vai na cabeça dos jogadores. Há aqui uma reação de quem não percebeu o jogo que estava a apitar”, disse em relação a Fábio Veríssimo, acrescentando que o vermelho é “inquestionável”. No entanto, foram exibidos lances de outros clubes, que decorreram sob a arbitragem de Fábio Veríssimo, e num desses casos, o engenheiro apontou que o jogador em questão “não estava a elogiar o árbitro”. “Isto não pode acontecer. Que dirão os adeptos do Vitória que viram estes jogos e depois viram o que aconteceu frente ao Boavista?”, questionou.

Ao longo da conferência, Júlio Mendes sublinhou que o balanço que faz do desempenho da arbitragem no futebol português “é positivo”, que se tem “cometido menos erros” e que há cada vez mais “uma uniformização de critérios”, garantindo ainda que tem “total confiança” na arbitragem. Contudo, o presidente do Vitória frisou que ainda “existe uma diferença de tratamentos”, não sendo assim possível “credibilizar o futebol português”. “De uma vez por todas, percebam que o futebol não são só três ou quatro clubes. Temos às vezes dificuldades em entender os critérios de decisão das transmissões televisivas. O Vitória é um clube único, merece respeito. O que vocês tiveram oportunidade de ver no Estádio do Bessa, na passada quarta-feira, é algo singular. E isso vale-nos o direito de reclamar respeito”, disse.

Se os pontos que Júlio Mendes diz terem ficado para trás devido aos erros da arbitragem fossem contados, os Conquistadores estariam agora a partilhar com o Sporting os mesmos pontos. A formação leonina desloca-se no próximo domingo, dia 23, ao D. Afonso Henriques, para disputar a 14.ª jornada, pelas 20h00.

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