Manuel LIMA: JOVEM REVELAÇÃO DO ANO 2016

Manuel Lima brilha nos juvenis e nos juniores do Xico, joga pelos dois escalões apesar de ser o primeiro ano de juvenil. O treinador reconhece-lhe maturidade para brevemente chegar à equipa principal e antecipa-lhe uma carreira brilhante.

Os dias de Manuel Lima são longos, para ter tempo para os estudos e para o Andebol. O despertador toca às 7h45, para tomar o pequeno-almoço e estar na escola às 8h30. A manhã é preenchida com aulas até às 13h30, a que se segue o almoço em casa da avó. A tarde é reservada para o estudo. A frequentar o 11º ano confessa, com alguma modéstia, que no ano passado podia ter feito melhor. “Fiquei com média de 16, mas no primeiro período estudei pouco”. Para a grande maioria dos estudantes uma média como esta já seria considerada boa, mas Manuel fala dela quase com vergonha por não ter feito melhor.

Manuel Lima embora seja juvenil é títular na equipa junior [ Foto: Rui Dias]

. Vai de encontro à forma como o seu treinador o caracteriza. Rui Carvalho afirma que “o Manel é extremamente exigente com ele próprio e isso traduz-se no jogo dele e no que ele espera do resto da equipa”. Manuel chega ao pavilhão do Xico por volta das 18h45, “um pouco antes do treino para começar com calma”. O treino dos juvenis é das 19h00 às 20h30, mas o Manuel além de alinhar pelos juvenis é titular na equipa júnior, por isso, duas vezes na semana, o treino prolonga-se até às 22h00. É a essa hora que regressa a casa para jantar e estudar mais um pouco. O dia termina por volta de meia-noite.

“Quando tinha oito anos deixei o andebol e fui para o futebol, mas não gostei do ambiente”

Num país em que todos os meninos querem ser jogadores de futebol, Manuel também já teve o seu momento de fraqueza. “Quando tinha oito anos deixei o andebol e fui para o futebol, mas não gostei do ambiente. Aqui é diferente há mais sentido de equipa”. “O Manel é um talento natural, mete-lhe uma bola nos pés e ele faz o que quer, só não joga futebol porque não quer”, diz Rui Carvalho. Reconhece, no entanto, que o Manuel é mais do que talento puro, é também fruto do seu trabalho individual e do bom trabalho que o Xico tem vindo a fazer na formação. Isto faz sentido minutos depois de ver um jogo que terminou 27-29, em que por uma unha negra o campeoníssimo dos escalões de formação, Água Santas, não foi derrotado pelo Xico, com o Manuel em grande plano no jogo.

Manuel com o treinador Rui Carvalho no Pavilhão do Xico [Foto: Rui Dias]

O treinador augura-lhe um brilhante futuro na modalidade, “se ele continuar a trabalhar e mantiver a humildade”, deixa no ar para o jornalista, mas lançando um olhar ao atleta para ele saber que também é para ele que fala. Manuel vai atingir um momento crítico da vida de muitos atletas brevemente. A chegada à equipa sénior e ao mesmo tempo a possibilidade de ter que sair de Guimarães para ir para a universidade. “Perdem-se atletas talentosos nesta transição, por falta de verbas, os miúdos vão para o Porto e ficam a jogar por lá, mesmo em clubes mais pequenos”, confidencia Rui Carvalho.

Sobre o prémio de jovem atleta revelação, Manuel Lima confessa que ficou sensibilizado pelo reconhecimento do seu trabalho. Mas sem entusiasmos, o dinheiro está guardado para investir na sua formação. “Para já o importante é continuar a trabalhar”, até porque amanhã (domingo) volta a jogar pelos juniores e a médio prazo tem que ganhar uma camisola da seleção, que já está prometida ao treinador.

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