MANUEL PINTO

Nome completo

Manuel Campos Pinto

Nascimento

24 de dezembro de 1938

Montijo

Profissão

Ex-jogador do Vitória

É um dos poucos nomes que se pode considerar incontornável na história futebolística do Vitória do século XX. Contagiou multidões com a sua qualidade, intrigou treinadores pela intervenção e pelo profissionalismo, ajudou a impulsionar o clube e foi um dos primeiros deuses criados pelos adeptos. Inscreveu o seu nome na história do Vitória e, mais de meio século depois da sua época dourada, é reconhecidamente uma figura incontornável do universo vimaranense. É perante figura de tamanha dimensão que o Mais Guimarães partilha algumas histórias de Manuel Pinto. É difícil não ficar contagiado pelo amor e dedicação de Manuel Pinto a Guimarães quando o ouvimos a falar numa das mesas redondas de um café bem no centro da cidade, onde se cruza com amizades que duram muitos anos. Todos os presentes o conhecem.

Chegou a Guimarães com 24 anos, depois de duas épocas ao serviço do Benfica, onde se sagrou campeão nacional e europeu, num grupo de jogadores que se mudou do clube da capital para a cidade-berço, através das transferências do Pedras e o Augusto Silva, em 1962, porque assim quis. Depois de ouvir o conselho do irmão, António Pinto, ex-jogador do Barreirense, que esteve mais de dois meses a treinar no Vitória, Manuel Pinto não tinha dúvidas sobre o seu futuro. “O meu irmão transmitiu-me logo que tomou conhecimento que vinha para Guimarães: é uma terra excecional, as pessoas são fantásticas. Não hesites!”.

Não se arrependeu na sua escolha, pois hoje considera Guimarães uma “terra sagrada”. “Sempre fui uma pessoa muito acarinhada nesta terra. Não posso dizer mal desta terra, nem nunca direi. Talvez por isso as pessoas vimaranenses dizem que ‘Guimarães é uma má mãe, mas uma boa madrasta’”, disse.

Manuel Pinto recorda as palavras de um amigo que o tratava como um “filho”, proprietário do restaurante Mira Penha, na Cruz da Argola, onde estava hospedado com os atletas Peres, Testas e Teodoro:

Tudo aquilo que tu vês Que pela primeira vez Vem a Guimarães leal Ajoelha-se à entrada Foi nesta terra sagrada Onde nasceu Portugal

Assim, a “única forma” que podia recompensar as gentes vimaranenses era dentro do campo. “Mereciam que eu desse tudo por tudo, do primeiro ao último minuto”, vincou.

Sempre com os pés bem assentes no chão, Manuel Pinto esteve no ativo ao serviço do Vitória entre 1962 e 1974, ao mesmo tempo que trabalhava na empresa. “Era o único jogador que jogava e trabalhava”, sublinhou. Aliás, esta foi uma das condições que Manuel Pinto impôs à direção do Vitória para se transferir. E foi através do vice-presidente do clube, Alberto Adelino Sampaio, que conseguiu trabalho na Premali, uma empresa de Malhas, em Guimarães.

“Antigamente, os jogadores faziam descontos para a segurança social nos clubes, mas eles não pagavam as taxas e os jogadores foram penalizados. Tinha mais 20 anos de desconto e uma reforma fabulosa”, explicou o antigo atleta vitoriano.

A paixão pelo Vitória, essa, cresceu desde o primeiro dia que pisou terras da cidade-berço, tendo comparado os tempos de “antigamente” como os atuais. “A juventude está mais ligada ao Vitória. Mesmo não jogando com um clube grande, o estádio está cheio e quando vai fora é dos clubes que leva mais assistência, num apoio de 90 minutos. Tudo isto é amor e paixão ao clube. É isto que está dentro de mim”, explicou Manuel Pinto.

Quando colocou termo à carreira futebolística, Manuel Pinto serviu ainda a Câmara Municipal de Guimarães durante quatro anos, na área do desporto, e uma década o pavilhão Multiusos na companhia dos ex-atletas Nikolov e Cardoso.

Por: Diogo Oliveira

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