MARIANA SILVA

Nome completo

Mariana da Conceição Pereira da Silva

Nascimento

28 de abril de 1982

Oliveira do Castelo, Guimarães

Profissão

Coordenadora Norte de “Os Verdes”

Nasceu em 1982, no oitavo abril depois da revolução, na freguesia de Oliveira do Castelo. Frequentou a Escola João de Meira e Martins Sarmento, até ir para a Universidade do Minho, em Braga. Entrou no curso de Estudos Lusófonos e Portugueses, o primeiro a que concorreu. A partir dessa altura a vida passou a realizar-se entre as duas cidades. Na altura as licenciaturas ainda duravam cinco anos, o que aos 20 anos pode parecer uma eternidade. “Apanhei sempre fases de mudança” – lamenta Mariana Silva – “quando fui estagiar, no final do curso, em Felgueiras, era o primeiro ano em que o Estado deixava de pagar aos estagiários”. O estágio foi uma fase definidora. “Quando acabei o curso não sabia bem o que é que queria fazer, tinha pensado em linguagem gestual, mas verdadeiramente não sabia”. O ano de estágio acabou por lhe revelar a vocação. Findo o ano já sabia que realmente era dar aulas que queria. “Mas depois novamente os obstáculos dos concursos de professores e o excesso de professores” fizeram com que na realidade nunca tivesse dado aulas no ensino regular. Deu aulas no ensino profissional, em Felgueiras. “Foi uma experiência muito interessante, porque tratava-se de um curso de cozinha, em que além da prática tinha que lecionar a história da culinária abordando práticas de diversos países do mundo”. Aqui houve novamente uma mudança que pôs o vento a soprar ao contrário. “Fizeram mudanças na lei que obrigavam quem dava estes cursos a estar empregado na área de restauração ou hotelaria, como não era o meu caso tive que abandonar uma coisa que estava a gostar muito de fazer”. Não dar aulas não quer dizer que não foi ensinando. Sempre deu explicações a par com a atividade política que vinha já do tempo da universidade. O primeiro contacto com “Os Verdes”, na UM, foi com um militante que ocupava naquela altura o lugar que hoje é o dela, coordenadora do Norte. O envolvimento foi rápido, nas eleições seguintes já era candidata. “Sempre estive no centro de algumas mudanças sociais e legislativas e isso fez com que me orientasse para a esquerda”. Fala da comunhão do Homem com a natureza, mas lembra que “se alguém ganha o salário mínimo numa fábrica, não tem tempo para se preocupar com essas coisas”. A partir desta conclusão explica porque é que “Os Verdes” se preocupam com uma série de questões sociais. “Se as pessoas não têm garantidos os seus direitos básicos, não vão preocupar-se com reciclar”, ilustra Mariana Silva. Olha para a natureza como um “todo” do qual o Homem é apenas uma parte. “Criticam-nos por falarmos dos direitos dos animais, porque primeiro deviam estar as pessoas. Há sempre esta coisa de acharmos que não fazemos parte do todo, de querermos colocar tudo em caixinhas. Na realidade “Os Verdes” preocupam-se com a educação a habitação e não penas com os temas ambientais”. Vive de acordo com aquilo que defende publicamente. As deslocações a que é obrigado, por via do cargo que ocupa no partido, são feitas de comboio. “Posso ler posso ouvir música, trabalhar no computador, é muito melhor que a deslocação de carro”. Na sua opinião as pessoas só não usam mais o transporte público porque não há oferta adaptada às necessidades. “Quando dei explicações nas Taipas apercebi-me que os jovens ali estavam mais ligados a Braga que a Guimarães, e isso está relacionado com a oferta de transportes”. Sem querer estamos a falar de política. “Quando me desloco do centro para a zona da cadeia, pago 1,80 euros, num percurso que posso fazer em dez minutos a pé, claro que isto não é atrativo para ninguém”, exemplifica em defesa dos transportes urbanos municipalizados. É uma das bandeiras da CDU, não só a nível local, mas mesmo a nível nacional. Como uma política nunca deixa de o ser a conversa, mesmo quando é pessoal resvala facilmente para temas polémicos.

Por: Rui Dias

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