MÁRIO MOREIRA

Nome completo
Mário Lopes Moreira

Nascimento
09 de julho de 1956, Lourosa

Profissão
Chef de Cozinha

Há 26 anos veio para Guimarães e apaixonou-se pela cidade. Consigo trouxe o gosto pela cozinha e novas ideias para revolucionar a forma como se olhava para a gastronomia. Da infância ao serviço militar, vemos que todas essas fases da vida o levaram a seguir o caminho da cozinha.

Sendo o mais velho dos oito irmãos, Mário Moreira entrou na cozinha bem cedo. O chef recuou aos tempos em que vivia em Lourosa, Santa Maria da Feira, para explicar o seu percurso. “Faço parte de uma família muito numerosa. Tenho sete irmãos, e como filho mais velho, fui um pouco ‘castigado’ e era o rapa-tachos da minha mãe. Creio que com 11 ou 12 anos, comecei a fazer eu o leite creme”, recordou. Mário Moreira começou a trabalhar bem antes disso, aos 10, como operário de cortiça. “Filho mais velho tem muito pouco tempo de ócio. O meu tempo era ajudar nas lidas caseiras, ajudar o meu pai no campo e naturalmente que tive que ir trabalhar”, contou. Aos 14 anos, foi estudar à noite.

Poucos anos depois, aos 17, encontrou algo que o fascinava para além da culinária. Na empresa onde trabalhava, no primeiro plenário sindical que se verificou na empresa, eu foi eleito delegado sindical. “O gosto pela cozinha e a defesa dos direitos de quem trabalha estiverem sempre muito presentes na minha vida, e muito associados”, explicou.

Seguiu então para a tropa, para cumprir o serviço militar, na Figueira da Foz. “Comecei a fazer o meu tempo de serviço na secretaria, mas eu queria estudar uma disciplina extracurricular, datilografia. Falei com o meu capitão, que me autorizou a fazer o curso, mas sempre que saía do curso tinha de passar pela secretaria para ver se havia trabalho para fazer. Mas ainda havia outra trapalhada. Tive que ir trabalhar para conseguir pagar o curso, porque os meus pais não tinham dinheiro. Fui pela primeira vez trabalhar para um restaurante”, contou o chef de cozinha. Na altura, o dono desse restaurante convidou-o a ficar. Contudo, regressou à sua cidade natal.

“Na cozinha não há segredos”

Depois de uma grande mudança na sua vida, Mário Moreira decidiu fazer a sua formação na Escola de Hotelaria e Turismo do Porto. Começou então a trabalhar no ramo e exerceu várias funções, desde barman a empregado de mesa. Contudo, sempre foi a cozinha que o fascinou. Chegou também a altura de ensinar o que sabe, algo que gosta de fazer. “Dei formação de um conjunto de coisas que estão ligadas à cozinha. Gostei muito, porque gosto de comunicar com as pessoas, e acho que um bom profissional tem que ensinar tudo, sem truques e sem esconder nada. Um profissional que tente iludir porque acha que há um segredo na cozinha e que não deve ser divulgado, é um mau profissional. Na cozinha não há segredos, há a mão de cada um e há uma sabedoria nos tempos de confeção. E esse é que é o grande segredo”, confessou Mário Moreira.

O chef que se apaixonou por Guimarães revelou ser ainda muito feliz na cidade-berço. Mário Moreira revelou que não veio para cá simplesmente cozinhar, mas sim revolucionar a gastronomia vimaranense, e a forma como olhavam para ela. “Eu estou incluído na carta gastronómica que foi elaborada há uma dúzia de anos cá em Guimarães. Defendi há 20 anos, e nessa altura chamaram-me maluco, que Guimarães era um centro de turismo tal, que era necessário a implementação de uma Escola de Hotelaria em Guimarães”, recordou. De facto, a ideia ganhou força e Guimarães, em parceria com o IPCA, vai ter uma Escola-Hotel.

Mário Moreira para além do gosto pela cozinha e pelo sindicalismo, desvendou gostar também de ver documentários e de arte, em especial música clássica. Em relação ao seu prato favorito, o chef revelou não ter, dizendo apenas que sempre gostou e comeu de tudo.

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