MAURÍCIO COSTA

Nome completo
Maurício Rafael Peixoto Costa

Nascimento
22 de março de 1991, Guimarães

Profissão
Artesão

Fez a sua primeira caixa aos 15 anos. Desde então, dedica-se ao fabrico e manutenção de bombos e caixas, algo que diz muito a todos os vimaranenses. Maurício Costa é proprietário da Casa de Bombos Peixoto e Costa, e para o próprio esta é a profissão que o vai acompanhar para a vida.

“O meu avô era tocador de caixa e fazia parte dos antigos tocadores”

A paixão pelos bombos e caixas começou desde muito cedo. Uma paixão que lhe foi transmitida pelo seu avô. “O meu avô era tocador de caixa, e fazia parte dos antigos tocadores. Então o bichinho começou logo aí”, recordou Maurício Costa. “Desde cedo que comecei logo a tocar bombo e caixa, a participar nas Nicolinas”, disse. O interesse que o vimaranense demonstrou pelos instrumentos tradicionais das Festas Nicolinas foi tanto que decidiu desmontar uma caixa, para ver como as coisas funcionavam, com apenas 15 anos de idade. “A partir daí, comecei a afinar caixas dos meus amigos, ajudava também a repará-las. Foi como tudo começou”, esclareceu.

Maurício Costa, em conversa com o Mais Guimarães, explicou que a profissão que tem atualmente começou como uma brincadeira, mas que se foi tornando algo sério para si. “Era tudo uma brincadeira ao início, mas depois tive amigos e amigos de amigos a gostar do meu trabalho, que saía muito bem. E depois este meu trabalho foi divulgado pelo passa a palavra”, referiu.

O artesão realçou ainda o apoio que recebeu dos seus familiares, pois como começou nesta profissão sendo ainda um adolescente, o apoio da família foi fundamental.

Relativamente ao seu negócio, Maurício Costa explicou que por muito que se possa pensar, o seu trabalho não é meramente sazonal. Embora a época das Festas Nicolinas seja a altura em que há trabalho “dia e noite”, há também muito que fazer durante o resto do ano. “Trabalho para alguns emigrantes, que têm família cá e querem as suas caixas e bombos. Também trabalho para grupos de bombos e escuteiros. Acabo por ter o que fazer durante o ano inteiro, mas estes meses [outubro, novembro e dezembro] são realmente de muito trabalho. É dia e noite”, explicou o artesão.

Quanto aos seus clientes, Maurício Costa referiu que recebe no seu estabelecimento pessoas de todas as idades. “Desde crianças a mais velhos. Temos cá miúdos de cinco e seis anos, a jovens com 80 anos, que participam nas Nicolinas, que é maior afluente desta casa”, disse entre risos.

“Peles bem secas, boa afinação, nem sempre a caixa mais esticada é a melhor e a qualidade das peles”

Sobre o toque perfeito, o vimaranense também tem alguns conselhos a dar: “peles bem secas, uma boa afinação da caixa também é importante, nem sempre a caixa mais esticada é a que toca melhor, e também tem muito a ver com a qualidade das peles”, explicou o jovem artesão.

“É uma coisa extraordinária ver os meus bombos e caixas no cortejo”

Pode-se dizer que Maurício Costa tem o privilégio de poder sentir a tradição nicolina durante todo o ano. O jovem artesão referiu que todos os anos participa na noite do Pinheiro, e que sente muito orgulho ao ver o seu trabalho espalhado pelo centro da cidade. “Mesmo saindo tarde do estabelecimento, vou jantar e depois vou a tocar no cortejo. É uma coisa extraordinária ver os meus bombos e cortejo”, disse.

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