MIGUEL XAVIER

Nome completo
Miguel João Fernandes Xavier de Araújo

Nascimento
17 de abril de 1995, Guimarães

Profissão
Fadista

Encontrou no Fado não só a sua verdadeira aspiração, mas também a mais bonita forma de exprimir emoções. Miguel Xavier é um fadista vimaranense, já com o seu primeiro álbum lançado. Com percurso ainda muito curto, o jovem músico é já uma promessa do Fado.

“De toda a música que ouvia lá em casa, a que mais me atraía era o Fado”

Natural de Azurém, foi ao conviver com a sua avó paterna que ganhou o gosto pela música tipicamente portuguesa. “Ela ouvia todos os estilos de música, do seu tempo e não só”, começou por contar. “De toda a música que ouvia lá em casa, a que mais me atraía era o Fado, não sei porquê. A forma como as pessoas cantavam, a emoção que transmitem. Naquela altura, era até mais a emoção do que o significado das palavras”, acrescentou, explicando que era muito pequeno para entender as mensagens que aqueles poemas escondiam. A avó percebeu logo que o Fado despertava a atenção do seu neto, e tentou transmitir-lhe tudo o que sabia sobre esta cultura. “Dizia-me quem eram os grandes fadistas, os grandes reportórios, as grandes músicas. Mais tarde, quando cresci, fui procurando mais por mim mesmo”, referiu.

Sobre como os amigos na escola viam o fascínio de Miguel Xavier pelo Fado, o vimaranense não tem problemas em admitir que o viam de uma forma diferente, e reconhece que era algo normal. “Dos meus amigos da escola ninguém ouvia Fado, ninguém gostava. O único que ouvia Fado era eu. O único que cantava e que tinha algum jeito era eu. Realmente, eles levavam isto como uma brincadeira, até me chamavam ‘o fadista'”, relembrou. Contudo, Miguel Xavier nunca viu essa diferença como uma coisa negativa. “Tinha apenas um gosto musical diferente dos meus amigos”, apontou.

Aos nove anos, Miguel Xavier começou a dar os primeiros passos. “Eu e os meus pais começamos a passar férias em Vila do Conde, com um grupo de amigos. Numa noite, alguém pegou numa guitarra e começou a cantar umas músicas. E disse que gostava de cantar um Fado. Ficou tudo a olhar para mim admirado. Mas eu cantei, e nesse grupo estavam duas senhoras que frequentavam o Fado Vadio, e pediram ao meu pai para me deixar passar com elas uma tarde no Fado Vadio”, relembrou. “Fui com elas e cantei. Fiquei um pouco amedontrado porque para mim aquilo era tudo novo. Não sei se correu bem ou mal, mas um dos músicos queria falar com os meus pais”, contou. Foi convidado para cantar todos os fins-de-semana.

“Aquele momento em que se apagam as luzes, tudo para, tudo se cala e entra a fadista. É mágico”

Já mais tarde, com 19 anos, foi ao Restaurante Típico o Fado, uma casa profissional. “Não sabia como era, mas fiquei muito admirado. Aquele momento em que se apagam as luzes, tudo para, tudo se cala e entra a fadista. É mágico”, apontou Miguel Xavier. “Foi uma alegria perceber que as coisas eram assim, porque eu ouvia as histórias da minha avó e presenciar foi muito bonito”, contou. Nessa mesma noite, conheceu Miguel Amaral, o grande impulsionado da carreira do vimaranense no Fado.

Após um curto percurso em diversas casas de Fado, chegando mesmo a ganhar um concurso de Fado profissional e ainda podendo atuar na Casa da Música, Miguel Xavier trabalha há um ano no restaurante Mal Cozinhado, no Porto, no qual é fadista residente. Neste momento, encontra-se a ultimar pormenores para o lançamento do seu primeiro disco, que vai acontecer em novembro. O trabalho conta com 15 músicas, entre as quais alguns originais, que já foram sendo dadas a conhecer em alguns momentos no concelho de Guimarães.

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