MULHERES CONTRA HOMENS

A versão século XXI do antigo “solteiros contra casados”, mas aqui num formato muito mais refinado, organizado pela Junta de Freguesia de Ponte e com uma vertente de solidariedade.

Apresentação das equipas com hino nacional cantado a plenos pulmões

No passado Domingo, dia 18 de dezembro, jogou-se a segunda edição do troféu solidário, no  Parque Desportivo Dr. João Afonso D’Almeida. A espectativa relativamente à resposta do homens era grande, depois das senhoras terem inscrito o seu registo na taça no primeiro ano. “O ano passado elas tinham ai umas jogadoras do Sandinense, mas este ano não vão ter hipótese”, dizia um dos jogadores ainda antes da apresentação das equipas. O sol ajudou a festa, numa tarde que apesar de fria esteve sempre iluminada pelo astro rei. Às 15h00, hora marcada para a partida, as bancadas do campo do Clube Desportivo de Ponte estavam cheias.

Cada espectador pagou a sua entrada com um bem alimentar, mas houve os mais generosos que decidiram pagar mais e trazer pequenos cabazes

Cada espectador pagou a sua entrada com um bem alimentar, mas houve os mais generosos que decidiram pagar mais e trazer pequenos cabazes. Segundo o presidente da Junta de Freguesia de Ponte, Sérgio Rocha, a iniciativa foi um sucesso. “Já ultrapassamos a tonelada de alimentos, temos uma carrinha cheia, bem acima dos oitocentos quilos do ano anterior”, comentou o presidente visivelmente satisfeito no final da partida.

Sobre o jogo propriamente dito há pouco a dizer além de que foi uma festa. Inicialmente os árbitros e os jogadores ainda deram algum ar de seriedade à disputa, mas cedo se percebeu que o fundamental era o divertimento. Na equipa dos homens pontificavam, na primeira parte, o presidente da Câmara Municipal de Guimarães, Domingos Bragança e o próprio presidente da Junta de Freguesia de Ponte. O treinador dos homens equilibrava a partida tirando de campo qualquer elemento que se evidenciasse pelo seu bom futebol. Quando isso não era suficiente, o treinador das senhoras colocava mais uma, duas ou três jogadoras na sua equipa. Houve até oportunidade para colocar dois benjamins na equipa masculina, foi pena não haver também pequenas princesas do lado feminino. Fica a ideia para o próximo ano.

Ao intervalo houve sorteio de uma camisola assinada por todos os jogadores do Vitória de Guimarães

Ao intervalo houve sorteio de uma camisola assinada por todos os jogadores do Vitória de Guimarães, entregue por Laureta, uma antiga glória do clube vimaranense. No final, houve tantos casos de jogo, golos e autogolos que a certa altura nem os delegados sabiam exatamente o resultado. Como ficou presidente? “Sete a dois ganharam os homens”, respondeu Sérgio Rocha. A realidade é que para este caso o resultado do jogo não interessava nada, o fundamental era a recolha de alimentos para serem distribuídos através da loja solidária da Junta de Freguesia de Ponte e fazer do desporto uma festa. A taça foi entregue aos homens com o sol já a esconder-se por trás do Ave e com a promessa de mais para o próximo ano.

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