NIETA DURÃO

Nome completo

Antonieta da Ponte Rocha de Gouveia Durão

Nascimento

06 de julho de 1980

Angra do Heroísmo (Açores)

Profissão

Decoradora de interiores

Nieta nasceu nos Açores, mais concretamente em Angra do Heroísmo. No entanto, o seu sotaque já apresenta poucos traços açorianos, estando misturado com o minhoto. Está em Guimarães desde os 18 anos e tem um filho, o João Afonso: um vimaranense de gema.

Lembra com saudade os tempos em que vivia nos Açores. “Era fantástico. As pessoas têm uma relação muito próxima. É um meio muito pequeno e há sempre uma necessidade de termos muitas atividades, devido à limitação do mar. Socializamos muito”.

Estudou no Colégio de Santa Clara e no Liceu de Angra, onde completou o 12º ano, com o curso de artes. Esteve sempre ligada à área, tendo sido fundadora de uma instituição de Jovens Património Mundial, porque Angra do Heroísmo, tal como Guimarães, é uma cidade Património Mundial. Muito cedo percebeu que queria ir para artes, arquitetura e interiores. Como não conseguiu entrar para a FAUP (Faculdade de Arquitetura da Universidade do Porto), acabou por ficar um ano a fazer melhoria de notas. Começou, entretanto, a trabalhar em gabinetes de arquitetura, logo aos 18 anos.

“A falta de indústria nos Açores era uma limitação que tinha no meu caminho”

Chegou ao continente para tirar a licenciatura em Ciências da Arquitetura, no ano de 2000, na Universidade do Minho. Não tinha ninguém no continente a quem pudesse recorrer, por isso, teve que construir tudo sozinha.

“Foi sempre com muita dedicação e luta. Muito trabalho”

Nunca esteve desempregada, mesmo sem ser na sua área de conforto, procurava estar ocupada, até porque “qualquer aprendizagem, mais tarde pode dar algum fruto”. No quinto ano do curso, quando ainda tinha duas cadeiras por fazer, “não ficou quieta” e começou a concorrer para vários empregos. Começou a trabalhar em Braga, na fase final da licenciatura e foi tirando várias formações em gestão de empresas e na área comercial.

Nunca pensou em voltar aos Açores, até porque conheceu o marido na Universidade do Minho, quando este estudava engenharia mecânica. “Ele é do Porto mas estava a trabalhar em Famalicão. Eu estava em Braga a acabar o curso e acabámos por optar por ficar em Guimarães”.

“Gosto imenso de Guimarães e sinto-me muito bem cá”

Fixar-se em Guimarães não foi difícil, até porque ganhou um grande carinho pela cidade. “Gosto imenso de Guimarães e sinto-me muito bem cá. É de certo modo uma cidade parecida com a minha (Angra do Heroísmo): Património Mundial, calminha, está perto de tudo”. O futuro é sempre uma incógita, mas Nieta não pensa em sair de Guimarães tão cedo pois tem a família e o negócio que construiu “completamente enraizado” na cidade berço.

O presente tem sido um sucesso e o futuro adivinha-se risonho. O negócio ligado à decoração de interiores tem permitido internacionalizar a marca. Neste momento conta já com 17 lojas abertas em Portugal e ainda algumas em países como a Holanda e o Luxemburgo. Tudo começou quando o marido, na altura diretor de produção de uma marca, deixou essa função para trabalhar com Nieta num projeto que ambos entenderam ser inovador. Uma empresa de reciclagem partilhou desta opinião e propôs uma parceria, numa altura em que Nieta já tinha experiência a trabalhar com materiais reciclados, a nível de design têxtil. Neste momento contam com uma marca registada, a Nieta Atelier, que se baseia no reaproveitamento de desperdícios, voltando a usar teares que estavam parados, acrescentando-lhes valor.

Por: Luís Freitas

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