Nuno Costa

Nome completo:
Nuno Miguel Pinto e Costa

Data de nascimento:
07 de Agosto de 1991

Naturalidade:
Fafe

Profissão:
Arquiteto/ Atleta de Taekwondo

Os primeiros anos passou-os na cidade de Fafe. Por ali estudou, até aos 13 anos. O gosto pelo desporto vem desde a infância e, ainda em Fafe, fez capoeira durante três anos.

A vida em Fafe foi interrompida pelo divórcio dos pais. Começou uma nova etapa em Guimarães por essa altura. “Quando cheguei a Guimarães e procurava um desporto fui a várias modalidades. Cheguei a fazer alguns treinos de futebol e de andebol também, mas, por um lado não tinha jeito, por outro não me identificava”, confessa.

Na altura, Hugo Serrão, o treinador de uma geração de campeões no taekwondo, começava a dar as primeiras aulas num ginásio em Guimarães. Nuno Costa fez parte de um primeiro lote de jovens que iniciaram na modalidade por esta altura. Junto com ele começou também Henrique Novais, que chegou afazer algumas provas internacionais. O olímpico Rui Bragança também fez parte desta fornada de ouro.

“A minha paixão nunca foram os estudos”, afirma Nuno, com a frontalidade de um lutador. Mesmo assim, os três ciclos olímpicos que já cumpriu como atleta não o impediram de tirar o curso de arquitectura. Esta é uma característica comum aos atletas desta modalidade, quase todos têm excelente desempenho académico.

Nuno reconhece que o programa de apoio aos atletas com estatuto de alta competição da Universidade do Minho foi importante para conseguir tirar o curso. “Nem todos tiveram o mesmo apoio que eu, o Rui (Bragança), em medicina não teve o mesmo tipo de compreensão. Depende muito dos professores que se encontra”, critica.

Os títulos nacionais já deixaram de contar no currículo deste super atleta. Quando se fala do título mais significativo, lembra a vitória no Campeonato da Europa de sub 21, em 2010. Foi o primeiro título europeu absoluto de um atleta português. “Apesar de já termos tido o Pedro Póvoa nos JO de Pequim, Portugal ainda era considerado um país marginal no taekwondo e ninguém esperava que um português vencesse. Na altura a organização não tinha o hino de Portugal, foi uma confusão no pavilhão”. O amigo de sempre e companheiro de treino, Rui Bragança, lá conseguiu arranjar o hino à pressa, para a bandeira de Portugal subir ao lugar mais alto ao som da portuguesa.

Neste momento, como muitos atletas, Nuno aguarda para saber o que vai suceder no futuro. “Ainda há alguma hipótese de me apurar para Tóquio”, afirma. A disputa do bilhete para os JO passa por um torneio de apuramento europeu que foi adiado. Só deve acontecer no próximo ano. A esse torneio só podem ir dois representantes portugueses do sexo masculino. Há três candidatos para este lugar: Nuno Costa, Rui Bragança e Júlio Ferreira. Note-se que dois são de Guimarães.

Para já aproveita para recuperar de algumas lesões que foi contraindo ao longo dos anos. Este tempo também serve para ambientar o corpo ao regime alimentar a que se obrigou para combater na categoria – 58 Kg. Nuno fez toda a carreira na categoria de – 68 Kg, mas decidiu agora tentar a categoria abaixo, “porque a altura é um fator cada vez mais importante na modalidade e nesta categoria os atletas são mais baixos”, explica.

Nuno é atleta do Vitória SC e tem o apoio da Câmara Municipal de Guimarães. O atleta não é casado, embora viva com a namorada e ainda não quer dizer se termina a carreira depois dos JO de Tóquio, mas vai lembrando que nos próximos JO já terá 34 anos.

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