PSD de Guimarães reclama “apoios eficazes para o comércio”

Na sequência de uma visita ao comércio local de Guimarães, os sociais-democratas emitem uma nota em que se mostram muito críticos relativamente à falta de medidas “eficazes” para ajudar o comércio e a restauração. O PSD lembra que já fez proposta nesta área, em abril do ano passado.

Na ronda que fizeram pelo comércio local, no dia 8 de janeiro, os vereadores do PSD, Bruno Fernandes e Hugo Ribeiro, afirmam que “encontraram comerciantes que nunca tinham descontado um voucher”. A nota do PSD chama a atenção para esta visita acontecer um mês depois do Proximcity estar em funcionamento.

“É desta forma que a autarquia pretende fazer chegar liquidez ao comércio de Guimarães?”, questiona o vereador Hugo Ribeiro.

A ineficácia do Proximcity, como medida de apoio aos comerciantes afetados pela pandemia, já tinha sido levantada na última reunião de Câmara, pelo vereador Hugo Ribeiro. Ficou a saber-se, nessa altura que houve, até agora, 3.072 downloads, 260 encomendas, foram emitidos 2.600 vouchers, dos quais foram descontados 90. “Um flop”, para o vereador social-democrata. Um processo que precisa de mais tempo para o vereador responsável pela Desenvolvimento Económico, Ricardo Costa.

Os sociais-democratas até admitem que Ricardo Costa pode ter razão, “que no futuro, algum comércio vimaranense encontre no online um canal importante de vendas”. Mas, para o PSD Guimarães, “não é disso que se trata quando se discute uma ajuda de emergência a empresas que viram as suas receitas reduzidas a zero durantes meses, que continuam a pagar rendas, salários, contribuições, taxas e impostos. A resposta de que estas empresas carecem tem de resultar em liquidez imediata”.

O PSD chama a atenção para o facto de só 1.350 euros de vouchers, dos 40 mil anunciados pela Câmara terem chegado à economia local.

“Para fazer chegar 1.350 euros de ajuda aos comerciantes de Guimarães a autarquia gastou nesta medida, entre desenvolvimento e promoção, um valor que ronda os 115 mil euros”, Bruno Fernandes

“Isto acontece num momento de crise, em que é tão importante usar todos os recursos disponíveis de forma eficaz”, prossegue o líder do PSD Guimarães.

Hugo Ribeiro volta a reforçar o que já tinha dito na reunião do executivo camarário: “se isto era uma forma de fazer chegar dinheiro à economia local, falhou completamente e Domingos Bragança deve reconhecê-lo e mudar de rumo”.

“Uma das lojas que visitamos, uma conhecida sapataria, numa artéria movimentada da cidade, tinha recebido uma encomenda através da plataforma”, sublinha Bruno Fernandes. Para o líder social-democrata não se pode insistir nesta medida como um apoio de emergência.

PSD retoma a ideia do Fundo de apoio ao comércio tradicional, proposto em abril

PSD Guimarães relembra, nesta nota, que, já em abril, propôs à autarquia a criação de um fundo de apoio ao comércio tradicional. A proposta, apresentada pelo vereador Ricardo Araújo, apontava para a criação de um fundo com um montante aproximado de um milhão de euros.

Os apoios seriam dirigidos a microempresas com volume de negócios de cerca de 300 mil euros, com até 10 trabalhadores. “É um fundo para apoio à tesouraria e às dificuldades que estas empresas estão a sentir”, explica Ricardo Araújo. “Os apoios surgiriam em forma de empréstimos com prazos de reembolsos, de cinco a dez anos, onde o município pudesse suportar o risco as taxas de juro, com montantes até 20 mil euros que fossem financiamentos em condições que permitissem um acesso fácil, rápido e simples”, acrescenta o vereador social-democrata.

Para o PSD de Guimarães esta seria uma forma de o Município complementar os apoios aprovados pelo Governo, “para não deixar morrer negócios à espera dos apoios do Estado central”.

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